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Porto Alegre, quinta-feira, 28 de novembro de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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Edição impressa de 27/11/2019. Alterada em 27/11 às 03h00min

Dívida Pública Federal fecha outubro em R$ 4,12 trilhões

Para Roberto Lobarinhas, impacto da alta do dólar é pouco relevante

Para Roberto Lobarinhas, impacto da alta do dólar é pouco relevante


/MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL/JC
O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) caiu 0,84% em outubro, quando atingiu R$ 4,120 trilhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (26) pelo Tesouro Nacional. Em setembro, o estoque estava em R$ 4,155 trilhões. A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 19,70 bilhões no mês passado, quando houve resgate líquida de R$ 54,64 bilhões.
O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) caiu 0,84% em outubro, quando atingiu R$ 4,120 trilhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (26) pelo Tesouro Nacional. Em setembro, o estoque estava em R$ 4,155 trilhões. A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 19,70 bilhões no mês passado, quando houve resgate líquida de R$ 54,64 bilhões.
A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) caiu 0,68% e fechou o mês em R$ 3,966 trilhões.
Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 4,79% menor, somando R$ 154,71 bilhões no mês passado.
A parcela da DPF a vencer em 12 meses caiu de 19,73% em setembro para 18,70% em outubro, segundo o Tesouro Nacional. O prazo médio da dívida aumentou de 4,06 anos em setembro para 4,08 anos em outubro. O custo médio acumulado em 12 meses da DPF permaneceu em 8,61% ao ano em outubro.
A fatia dos investidores estrangeiros na dívida pública caiu em outubro em relação a setembro. De acordo com dados do Tesouro Nacional, a participação dos investidores no Brasil no estoque da DPMFi passou de 11,42% para 11,33% em outubro, somando R$ 449,37 bilhões. Em setembro, o estoque estava em R$ 455,87 bilhões.
A categoria Previdência também apresentou recuo na participação, de 25,25 para 26,62%. As instituições financeiras também apresentaram recuo na participação do estoque da DPMFi, de 23,61% em setembro para 23,07% em outubro. Os fundos de investimentos aumentaram levemente a fatia de 26,34% para 26,48%. Já a participação das seguradores passou de 4,06% para 3,91%.
A parcela de títulos prefixados na DPF caiu de 31,75% em setembro para 30,42% em outubro. Os papéis atrelados à Selic reduziram levemente a fatia, de 38,36% para 39,38%.
Os títulos remunerados pela inflação caíram para 25,78% do estoque da DPF em outubro, ante 26,27% em setembro. Os papéis cambiais reduziram a participação na DPF de 4,11% em setembro para 3,93% em outubro.
Todos os papéis estão dentro das metas do PAF para este ano. O intervalo do objetivo perseguido pelo Tesouro para os títulos remunerados pela Selic em 2019 vai de 38% a 42%. Para os pré-fixados, o intervalo vai de 29% a 33%. No caso dos que têm índices de preço como referência, a meta é de 24% a 28% e, no de câmbio, de 3% a 7%.
O coordenador de Operações da Dívida Pública, Roberto Lobarinhas, afirmou que o impacto da alta do dólar na administração da dívida é "muito pouco relevante". "Toda a gestão de dívida é realizada de forma a minimizar quaisquer vulnerabilidades ou riscos. O impacto dessa elevação de dólar é muito pouco relevante", afirmou.
Acrescentou que "não há no radar" qualquer intenção de o Tesouro Nacional fazer atuação extraordinária conjunta com o Banco Central por conta da alta recente do dólar.
 
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