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Porto Alegre, terça-feira, 26 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

26/11/2019 - 13h41min. Alterada em 26/11 às 14h33min

Após valor recorde e intervenção do Banco Central, dólar desacelera

Logo depois da ação do Banco Central, o dólar desacelerou para o patamar de R$ 4,24

Logo depois da ação do Banco Central, o dólar desacelerou para o patamar de R$ 4,24


MARCELLO CASAL JR/ABR /JC
Com a cotação do dólar batendo recordes, o Banco Central realizou leilão extra para vender a moeda norte-americana à vista nesta terça-feira (26). O mercado reagiu à fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, que, na segunda-feira (25), disse não estar preocupado com o dólar acima de R$ 4,20 e que "é bom se acostumar com o câmbio mais alto e juro mais baixo por um bom tempo".
Com a cotação do dólar batendo recordes, o Banco Central realizou leilão extra para vender a moeda norte-americana à vista nesta terça-feira (26). O mercado reagiu à fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, que, na segunda-feira (25), disse não estar preocupado com o dólar acima de R$ 4,20 e que "é bom se acostumar com o câmbio mais alto e juro mais baixo por um bom tempo".
A operação do BC ocorreu das 11h03 às 11h08, e não foram divulgados os montantes ofertados. Conforme o BC, a taxa de corte do leilão foi de R$ 4,2320. Mais cedo, o BC promoveu operação de venda à vista de dólares e de swap cambial reverso, que equivale à venda de dólar no mercado futuro.
Logo após a ação do Banco Central, o dólar desacelerou para o patamar de R$ 4,24. Antes, tinha chegado à máxima de R$ 4,2694 no mercado à vista e R$ 4,270 no contrato futuro de dezembro.
Às 12h22, a moeda era cotada a R$ 4,2610, com alta de 1,12%. O dólar turismo era vendido a R$ 4,4582 em São Paulo.
Na segunda-feira (25), o dólar comercial fechou em nova máxima histórica, a R$ 4,2145, o maior valor desde o início do Plano Real.
Em entrevista coletiva na embaixada brasileira em Washington, Guedes disse que o Brasil tem uma moeda forte e que flutuações no câmbio não são motivo de preocupação. "Quando você tem um fiscal mais forte e um juro mais baixo, o câmbio de equilíbrio também ele é mais alto."
O sinal do ministro reforça a percepção do mercado de que o Banco Central pode fazer o último corte de juros em dezembro.
Na semana passada, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que se o patamar da moeda americana pressionar os preços, o BC poderá atuar via política monetária (ou seja, na taxa de juros), e não via câmbio.
Na manhã desta terça, o presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que "há prós e contras" com fato de o dólar ter alcançado novo valor nominal recorde. "Se você for analisar na ponta da linha, tem vantagens, prós e contra no dólar a R$ 4,21 como está agora (sic)", afirmou o presidente, na saída do Palácio da Alvorada. "Espero que caia (a cotação da moeda), torço, assim como torço para que caia a taxa Selic, torço para que aumente a nossa credibilidade junto ao mundo", acrescentou.
Estadão Conteúdo
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