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Porto Alegre, terça-feira, 26 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

Edição impressa de 26/11/2019. Alterada em 25/11 às 21h25min

Receita da União cai pelaprimeira vez em sete meses

Números foram sustentados pela alta das receitas administrativas

Números foram sustentados pela alta das receitas administrativas


MARCOS SANTOS/MARCOS SANTOS/USP IMAGENS/DIVULGAÇÃO/JC
O governo federal arrecadou R$ 135,202 bilhões em outubro, o que representa uma queda real de 0,02% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O resultado interrompe o movimento de avanço das receitas observado desde abril. Naquele mês, a arrecadação havia crescido 1,28% em termos reais em relação a um ano antes; em maio, 1,92%; em junho, 4,68%; em julho, 2,95%; em agosto, 5,67%; e, em setembro, 0,06%. Nos 10 meses do ano, a arrecadação chegou a R$ 1,264 trilhão, com aumento real de 1,92%. O valor corrigido pela inflação chegou a R$ 1,273 trilhão, o maior volume arrecadado desde 2014, quando chegou a R$ 1,288 trilhão, em valores corrigidos pela inflação.
O governo federal arrecadou R$ 135,202 bilhões em outubro, o que representa uma queda real de 0,02% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O resultado interrompe o movimento de avanço das receitas observado desde abril. Naquele mês, a arrecadação havia crescido 1,28% em termos reais em relação a um ano antes; em maio, 1,92%; em junho, 4,68%; em julho, 2,95%; em agosto, 5,67%; e, em setembro, 0,06%. Nos 10 meses do ano, a arrecadação chegou a R$ 1,264 trilhão, com aumento real de 1,92%. O valor corrigido pela inflação chegou a R$ 1,273 trilhão, o maior volume arrecadado desde 2014, quando chegou a R$ 1,288 trilhão, em valores corrigidos pela inflação.
O resultado de outubro veio abaixo do projetado pelo mercado. A mediana das expectativas dos analistas apontava para uma arrecadação de R$ 139,2 bilhões no mês, de acordo com o boletim Prisma Fiscal (com projeções do mercado compiladas pelo Ministério da Economia).
Os números do mês foram sustentados pelo aumento na chamada receita administrada, na qual está o recolhimento com impostos e tributações. O avanço foi de 1,47% em termos reais, para
R$ 125,169 bilhões.
De acordo com a Receita, houve um maior recolhimento com a tributação sobre o lucro das empresas, o que aponta para melhora nos resultados corporativos. Também houve crescimento em Imposto de Renda da Pessoa Física, com ganhos sobre alienação de bens e com operações em bolsa.
O Fisco afirma, ainda, que houve um aumento no Imposto de Renda Retido na Fonte sobre o Trabalho, o que seria um reflexo do crescimento dos rendimentos do trabalho assalariado e da aposentadoria dos setores público e privado.
Já a chamada receita não administrada (composta, principalmente, por royalties de petróleo) foi a grande responsável pela queda nos números totais. Ela teve retração de 15,44% em termos reais, para R$ 10,033 bilhões. O recolhimento, nesse caso, é impactado por fatores como câmbio, preço do barril e produção nacional de óleo e gás.
No acumulado do ano, o crescimento da arrecadação é de 1,92%, para R$ 1,264 trilhão.
O secretário especial da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, afirmou, neste mês, que a arrecadação deve fechar o ano em, aproximadamente, R$ 1,4 trilhão. O número representa um avanço real de 2% em relação a 2018.
 
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