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Porto Alegre, quinta-feira, 21 de novembro de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Edição impressa de 22/11/2019. Alterada em 22/11 às 03h00min

Variação cambial causa alta do combustível

Petrobras reajustou preços nas refinarias, e valores já chegaram ao varejo

Petrobras reajustou preços nas refinarias, e valores já chegaram ao varejo


/MARCO QUINTANA/JC
Carlos Villela
No primeiro reajuste de combustível desde o dia 29 de setembro, a Petrobras anunciou na terça-feira um aumento de 2,8% no preço do petróleo nas refinarias. A alta ocorreu um dia depois do dólar atingir R$ 4,207, o maior valor nominal da moeda desde o início do Plano Real. De acordo com analistas, o motivo da elevação recente da moeda foi o leilão do pré-sal, em 6 de novembro, que registrou pouco interesse e frustrou o mercado. Nas últimas semanas, o noticiário internacional, com a tensão Estados Unidos e China, também repercute no câmbio.
No primeiro reajuste de combustível desde o dia 29 de setembro, a Petrobras anunciou na terça-feira um aumento de 2,8% no preço do petróleo nas refinarias. A alta ocorreu um dia depois do dólar atingir R$ 4,207, o maior valor nominal da moeda desde o início do Plano Real. De acordo com analistas, o motivo da elevação recente da moeda foi o leilão do pré-sal, em 6 de novembro, que registrou pouco interesse e frustrou o mercado. Nas últimas semanas, o noticiário internacional, com a tensão Estados Unidos e China, também repercute no câmbio.
O consultor Edson Silva, ex-superintendente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), explica que o aumento é decorrência da política de preços adotada pela Petrobras desde julho de 2017, na qual a variação cambial e o preço do barril de petróleo no mercado internacional impactam o preços praticado no mercado interno.
Contudo, ele argumenta que o câmbio no Brasil considera diversas variáveis, como a instabilidade política, remessas de lucros das multinacionais e períodos de alta estação de turismo. "Nós temos uma atipicidade que faz com que o preço do dólar varie com muita frequência, e a consequência disso vai bater no preço que a Petrobras pratica com essa política", diz Silva.
De acordo com José Carlos Dal'Aqua, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no Rio Grande do Sul (Sulpetro/RS), a elevação já chegou nas distribuidoras e postos de gasolina no próprio dia. "O que vai acontecer agora com os postos é decisão de cada um", explica. Dal'Aqua nota que, apesar dos mais de 50 dias sem que a Petrobras aumentasse o valor da gasolina, o etanol teve uma alta substancial no preço, o que refletiu no valor final da gasolina nos postos. Como o combustível na ponta é vendido com 27% de álcool, as distribuidoras passaram para os postos a variação do período.
"Um regime de monopólio e instabilidade cambial não cruzam com esse tipo de política que a Petrobras passou a praticar", opina Silva, ex-dirigente da ANP. "Temos uma instabilidade muito grande, fazendo com que o Brasil hoje tenha um dos preços mais elevados no mercado internacional dentre os produtores de petróleo".
Em outubro, o preço médio da gasolina no País ficou em R$ 4,556, uma alta de 0,7% em comparação ao mês anterior. O estado com o valor médio mais barato em outubro foi o Amapá, de R$ 4,01. Depois seguem os estados de Santa Catarina (R$ 4,086), São Paulo (R$ 4,22) e Mato Grosso do Sul (R$ 4,301). Nas divisões regionais, o Sul do País tem a média mais barata de gasolina. Entretanto, de acordo com Dal'Aqua, apesar da média da região Sul ser a mais baixa do País, o valor decorre basicamente pelo preço nos postos  catarinenses. "Santa Catarina tem um dos preços mais baratos do Brasil, então acaba puxando a região Sul. Como eles têm os preços bem inferiores, acaba descendo a média", explica.
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