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Empreendedorismo

- Publicada em 03h13min, 22/11/2019. Atualizada em 03h00min, 22/11/2019.

Microfranquias atraem novos empreendedores

Feira Franchise4u ocorreu nesta quinta-feira em Porto Alegre

Feira Franchise4u ocorreu nesta quinta-feira em Porto Alegre


MARCO QUINTANA/JC
Marcelo Beledeli

Os recursos necessários para abrir um negócio muitas vezes afastam quem pensa em se tornar empreendedor. No entanto, para quem tem interesse em se tornar "seu próprio chefe", as chamadas microfranquias estão se tornando uma alternativa atrativa de investimento.

Os recursos necessários para abrir um negócio muitas vezes afastam quem pensa em se tornar empreendedor. No entanto, para quem tem interesse em se tornar "seu próprio chefe", as chamadas microfranquias estão se tornando uma alternativa atrativa de investimento.

As microfranquias exigem um aporte inicial inferior ao das franquias tradicionais. Como referência, a Associação Brasileira de Franchising (ABF) adota como padrão o valor de três vezes o PIB anual per capita (Produto Interno Bruto anual médio por habitante do País) como valor máximo de investimento para o negócio se classificar como microfranquia. Em valores atuais, seria algo próximo a um investimento de R$ 90 mil.

Em 2018, segundo a crescimento a ABF, houve crescimento de 8% dos negócios classificados como microfranquias, somando 589 marcas. Os números envolvem tanto redes puras, que possuem somente operações com investimento inicial de até R$ 90 mil, quanto redes mistas, aquelas que, além dos negócios tradicionais, também contam com microfranquias em seu portfólio.

O avanço das microfranquias é confirmado por Ricardo Branco, diretor executivo da feira de franquias Franchise4u, que teve sua mais recente edição realizada nesta quinta-feira (21) no hotel Sheraton, em Porto Alegre. "Muitas pessoas sonham em ser donas do próprio negócio, e esse modelo de microfranquias dá várias facilidades para alcançar esse objetivo, como os valores menores de investimento e, em alguns casos, a possibilidade de trabalhar em casa, sem necessidade de gastar com sede física", explica Branco.

Uma empresa que começou a apostar nesse segmento é a Seda Intercâmbios. Integrante do Grupo SEG (Seda Education Group), que também detém a Seda College, em Dublin, na Irlanda, a agência de intercâmbios entrou no setor de microfranquias, lançando o modelo de negócios Mobile, onde o franqueado não precisa investir em lugar próprio, mas pode usar as instalações de lojas físicas da rede. "Esse modelo surgiu de um problema que identificamos. Muitas vezes, surgia um candidato com perfil legal para ser fraqueado, mas não tinha recurso necessário para abrir uma loja", explica Helicon Alvares, proprietário da Seda Intercâmbio.

Atualmente, a agência de intercâmbio tem três unidades físicas em operação, no estado de São Paulo. No Rio Grande do Sul, a empresa pretende abrir uma loja, que proporcionaria o espaço para os franqueados negociarem com clientes. A microfranquia da Seda, no modelo Mobile demanda um investimento de R$ 7,5 mil, que é apenas a taxa de franquia, com retorno financeiro em torno de 10 meses depois do aporte. Já o valor de investimento da unidade física gira em torno de R$ 80 mil, com o capital de giro incluído.

Outra empresa que está investindo no segmento de microfranquias é a Nutrimais, que oferece produtos de suplementação alimentícia para animais, como bovinos, ovinos, suínos, aves e peixes. Além do modelo de franquia tradicional, com loja física, que conta com investimento de R$ 98 mil, a empresa também oferece microfranquia no sistema home office, com aporte de R$ 35 mil.

"O franqueado já obtém retorno do investimento num prazo de quatro a seis meses, além de contar com sistema inteligente de bonificação e ganhar uma tonelada de produto para ter estoque inicial", informa Marcos Melo, supervisor de expansão da Nutrimais. A marca já conta com 350 franqueados no Brasil, sendo 36 no Rio Grande do Sul.

A Limpidus, que atua com serviços de limpeza comercial, também aposta no sistema de microfranquia com modelo de "home office". A rede não exige ponto fixo, e demanda investimento total de cerca de R$ 60 mil, que pode ser parcelado, com retorno em 12 meses.

"A procura de interessados no negócio é muito grande. Temos 16 franqueados em Brasília e três em Porto Alegre, todos indo muito bem, com expectativas atendidas em rentabilidade e faturamento", afirma Antonio Oliveira, máster franqueado da Limpidus.

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