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Porto Alegre, quinta-feira, 21 de novembro de 2019.
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Conjuntura

Edição impressa de 20/11/2019. Alterada em 20/11 às 03h00min

Leilão da cessão onerosa fez dólar subir, diz Banco Central

Campos Neto participou de audiência pública na CAE do Senado

Campos Neto participou de audiência pública na CAE do Senado


/JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL/JC
A frustração com a entrada de dólares por meio do leilão da cessão onerosa levou à recente alta do dólar, segundo o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. Ele participou nesta terça-feira (19) de uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.
A frustração com a entrada de dólares por meio do leilão da cessão onerosa levou à recente alta do dólar, segundo o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. Ele participou nesta terça-feira (19) de uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.
O leilão da cessão onerosa (excedente do volume de petróleo e gás que a União cedeu à Petrobras) teve uma arrecadação de R$ 69,960 bilhões em bônus de assinatura. A previsão de arrecadação era de até R$ 106,5 bilhões.
"Teve um movimento mais recente que foi a cessão onerosa. Alguns agentes esperavam uma entrada de recursos maior", disse Campos Neto, acrescentando que muitos agentes de mercado se "posicionaram para capturar o dólar caindo com essa entrada". Como isso não ocorreu, houve aumento do dólar. "Mais recentemente, de fato, teve uma frustração com cessão onerosa por agentes que tinham se posicionado para esse movimento. Como não ocorreu, houve uma saída de dólares. Mas nós estamos monitorando isso de perto", afirmou.
O presidente do BC disse ainda que a alta do dólar é global, além de produzir efeito no país dos exportadores e importadores que "seguram o câmbio" ao deixar recursos no exterior.
Outro fator, segundo ele, foi a decisão de empresas de antecipar pagamento de dívida no exterior para substituir por recursos no Brasil. Esse movimento foi impulsionado pela Petrobras que deve continuar a fazer "pré-pagamentos", afirmou. "Esse movimento foi bastante puxado pela Petrobras que fez um volume grande e que, aparentemente, pelas declarações vai continuar fazendo."
Conforme Campos Neto, as empresas preferem ter dívida local em vez de dívidas no exterior porque a exposição a moeda estrangeira cria risco adicional.
Ao defender a autonomia do BC, ele explicou que a inflação é menor nos países que têm bancos centrais mais independentes. Campos Neto lembrou o caso da Argentina, onde, segundo ele, houve a percepção de que a autoridade monetária havia perdido a liberdade de ação, o que resultou na imediata escalada de preços.
 
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