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Porto Alegre, quinta-feira, 14 de novembro de 2019.
Dia do Bandeirante.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Edição impressa de 14/11/2019. Alterada em 13/11 às 21h49min

Produção de arroz deve ter queda no Estado

Chuvas intensas prejudicaram os trabalhos nas lavouras arrozeiras

Chuvas intensas prejudicaram os trabalhos nas lavouras arrozeiras


/FEDERARROZ/DIVULGAÇÃO/JC
Marcelo Beledeli
Após uma colheita recorde no ciclo 2018/2019, a produção gaúcha de grãos deve cair 1,5% na safra 2019/2020, informa a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em seu segundo levantamento de estimativa agrícolas, divulgado nesta quarta-feira (13). De acordo com a projeção, a colheita total do Estado deve atingir 35,1 milhões de toneladas no ciclo 2019/2020, contra 35,6 milhões de toneladas da safra anterior.
Após uma colheita recorde no ciclo 2018/2019, a produção gaúcha de grãos deve cair 1,5% na safra 2019/2020, informa a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em seu segundo levantamento de estimativa agrícolas, divulgado nesta quarta-feira (13). De acordo com a projeção, a colheita total do Estado deve atingir 35,1 milhões de toneladas no ciclo 2019/2020, contra 35,6 milhões de toneladas da safra anterior.
Segundo o assistente da superintendência regional da Conab, Carlos Bestetti, as estimativas ainda refletem projeções conservadoras, que podem mudar conforme o desenvolvimento das lavouras for avançando. No entanto, alguns resultados já estão se definindo. Um dos principais é a queda na cultura do arroz.
As chuvas intensas que afetaram o Estado nas últimas semanas, especialmente na Metade Sul, já mostraram seus efeitos nas lavouras orizícolas, com atrasoa no trabalho de semeadura. "Na região Central, por exemplo, apenas 13% da área foi plantada, e o período indicado para semeadura acaba nesta semana. O período tolerável vai até 20 de dezembro, mas isso já deve gerar queda de produtividade", afirma.
Atualmente, a Conab estima que a área plantada com arroz no Estado deva cair 5%, passando do 1 milhão de hectares da safra 2018/2019 para 951 mil hectares no ciclo 2019/2020. Com uma produtividade esperada de 7,765 toneladas por hectare, a produção orizícola gaúcha deve atingir 7,384 milhões de toneladas nesta safra, queda de 0,1% ante o ciclo anterior. No entanto, esses resultados podem ser reduzidos ainda mais. "Essa projeção é feita com expectativas de chuvas dentro do normal, se houver mais enxurradas a produtividade cairá", destaca Bestetti.
Os problemas dos orizicultores foram destacados pela Federação das Associações de Arrozeiros (Federarroz) em reunião nesta quinta-feira com representantes do Ministério da Agricultura, em Brasília. "O atraso no plantio faz parte das dificuldades estruturais que enfrentamos", afirma Alexandre Velho, presidente da Federarroz. No encontro, foram apresentados pleitos referentes a renegociação de dívidas, diferenças tributárias para o produto entre estados e maior fiscalização na tipificação do grão, tanto dentro do País quanto nas fronteiras.
Se no arroz as expectativas não são boas, no milho o cenário é diferente. Com 75% da área já semeada, a cultura está apresentando ótimas condições, informa o assistente da Conab. "Grande parte das lavouras está com estágio de desenvolvimento avançado. Devemos ter uma boa produção", afirma Bestetti. Segundo a Conab, são esperados 781,8 mil hectares plantados com milho no Estado nesta safra, alta de 3,7% em relação ao ciclo anterior. Já a produção estimada é de 5,9 milhões de toneladas, 2,4% a mais do que a colheita da safra 2018/2019.
Na soja, a Conab estima crescimento de 1,7% na área plantada no Rio Grande do Sul, alcançando 5,87 milhões de hectares. Já a produção esperada é de 18,5 milhões de toneladas, queda de 3,5% ante o ciclo anterior.
Em relação às lavouras de inverno do Estado, a colheita do trigo, já praticamente consolidada, deve alcançar 2,20 milhões de toneladas, alta de 17,9% ante as 1,87 milhões de toneladas de 2018.

Safra nacional pode alcançar 246,4 milhões de toneladas

A estimativa da safra 2019/2020 de grãos aponta para um novo recorde, com 246,4 milhões de toneladas, um aumento de 1,8% ou 4,3 milhões de toneladas em comparação à safra 2018/19. Os números são do 2º levantamento divulgado nesta quarta-feira (13) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A intenção de plantio sinaliza uma variação positiva de 1,4% em comparação com a área da última safra, chegando a 64,1 milhões de hectares.

A área a ser semeada com soja aponta para um crescimento de 2,3% em relação à safra passada. O plantio no Brasil atinge 56% da área. A produção está estimada em 120,9 milhões de toneladas, mesmo com os problemas climáticos que atrasaram o plantio em Mato Grosso do Sul.

Já o milho primeira safra, que nos últimos levantamentos perdia espaço para a soja, mostrou aumento de área e alcançou 4,1 milhões de hectares. A produção pode chegar a 26,3 milhões de toneladas, 2,4% superior a 2018/2019. As condições das lavouras no Rio Grande do Sul e no Paraná estão boas. A partir de janeiro, começa o plantio da segunda safra do cereal, que representa mais de 70% da produção de milho no País.

O algodão, cuja janela de plantio começa no final deste mês, mantém a projeção de crescimento tanto em área, alcançando mais de 1,6 milhão de hectares, quanto no volume total esperado, podendo chegar a 2,7 milhões de toneladas de pluma. O produtor segue apostando na demanda externa pela pluma brasileira. Em outubro, o Brasil exportou o maior volume mensal da história: 279 mil toneladas de pluma.

Para o feijão primeira safra, a estimativa é de redução da área, devendo ficar em 917,8 mil hectares. Ainda assim, a perspectiva é de produção superior à safra passada, podendo chegar a mais de 1 milhão de toneladas.

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