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Porto Alegre, quinta-feira, 14 de novembro de 2019.
Dia do Bandeirante.

Jornal do Comércio

Economia

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comércio exterior

Edição impressa de 14/11/2019. Alterada em 13/11 às 21h49min

Brasil e Chile pretendem equilibrar balança comercial

Países também querem melhorar os corredores de exportação

Países também querem melhorar os corredores de exportação


LUIZA PRADO/JC
Adriana Lampert
Citada como principal meta durante o I Fórum Internacional de Comércio e Indústria Brasil-Chile, a diversificação de produtos é uma das estratégias para equilibrar a balança comercial entre os dois países. Resultado da aproximação da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) com a República do Chile, durante uma missão empresarial em junho deste ano, o evento ocorreu na manhã desta quarta-feira, na sede da entidade, em Porto Alegre. O embaixador chileno no Brasil, Fernando Schmidt, destacou que, para tanto, é preciso um maior entrosamento entre os empreendedores de ambos os mercados. "Apesar de existir uma simpatia, falta uma sintonia fina sobre oportunidades mais precisas", disse, ao ressaltar discrepância no volume de investimentos e complementariedade econômica entre os dois países.
Citada como principal meta durante o I Fórum Internacional de Comércio e Indústria Brasil-Chile, a diversificação de produtos é uma das estratégias para equilibrar a balança comercial entre os dois países. Resultado da aproximação da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) com a República do Chile, durante uma missão empresarial em junho deste ano, o evento ocorreu na manhã desta quarta-feira, na sede da entidade, em Porto Alegre. O embaixador chileno no Brasil, Fernando Schmidt, destacou que, para tanto, é preciso um maior entrosamento entre os empreendedores de ambos os mercados. "Apesar de existir uma simpatia, falta uma sintonia fina sobre oportunidades mais precisas", disse, ao ressaltar discrepância no volume de investimentos e complementariedade econômica entre os dois países.
Na última década, as exportações brasileiras para o país vizinho (minerais, carne, combustíveis, máquinas/equipamentos, papel, plástico) cresceram 141%. Hoje, o Chile é o segundo parceiro do Brasil na América do Sul, com investimentos de US$ 35 bilhões nos setores de energia, papel/celulose e serviços aéreos. Entre os destinos, o Estado se beneficia da presença da centenária Compañia Manufacturera de Papeles y Cartones (CMPC), estabelecida há 10 anos no Estado. Segundo o diretor de Relações Institucionais, Comunicação e Sustentabilidade, Daniel Ramos, a empresa está presente em 914 propriedades de 62 cidades gaúchas e tem capacidade para produzir 1,86 milhão de toneladas/ano de celulose, além de empregar 6,6 mil pessoas.
Já as empresas brasileiras injetam US$ 10,5 bilhões em território chileno. "Se considerarmos o tamanho da população do Chile, que é de 17 milhões de habitantes, e do Brasil, com mais de 210 milhões de pessoas, é uma diferença grande", observa Schmidt. "Para a Fiergs, o Chile é uma nação parceira, e queremos continuar fortalecendo o nosso intercâmbio", pontua o presidente da entidade, Gilberto Petry. "Lamentamos os recentes acontecimentos naquele país, mas estamos certos que o Chile é muito maior que as inquietudes atuais. As crises passam, e nossos interesses (comerciais) permanecem", ressaltou.
"Estamos desenhando uma nova estratégia, com um novo pacto social-político e econômico, e estamos muito confiantes que isso vai acontecer", ponderou Schmidt sobre a situação do Chile. Ele destacou que as oportunidades para se investir no país estão abertas em "vários setores", a exemplo do de energias alternativas, agronegócios e produção de minérios. "Também o turismo é forte e gera muitos empregos, sobretudo em áreas fora da capital." O país é importador de alguns produtos industrializados e, principalmente, de petróleo brasileiro. "A verdade é que ambos os comércios estão muito concentrados ainda", comenta Schmidt.
O Chile exporta principalmente cobre, salmão e subprodutos de minério, além de algumas frutas, como kiwi. "Importamos de lá 470 contêineres de frutas por ano", conta o diretor da Silvestrin, Rafael Somacal. "O Chile é muito importante para nosso negócio. É um país com muito desenvolvimento, principalmente em tecnologias."
Petry destacou que a intenção da Fiergs é manter o diálogo através da Câmara de Comércio Rio Grande do Sul-Chile, com o apoio do governo gaúcho. "Queremos intensificar ações como rodadas de negócios, missões e eventos como este que estamos realizando hoje (quarta-feira). Também vislumbramos a ampliação do espaço para projetos de transferência tecnológica e cooperação industrial."

Logística ainda é gargalo

O secretário de Governança e Gestão Estratégica do Estado, Claudio Gastal, admitiu que o Brasil investe pouco em infraestrutura e ainda há gargalos logísticos. "No Estado, estamos estudando concessões de aeroportos, temos 1,1 mil quilômetros de rodovia que serão construídos pela iniciativa privada e estamos transformando o porto do Rio Grande de autarquia em empresa pública, para profissionalizar o empreendimento."

Já o presidente da Câmara de Comércio Rio Grande do Sul-Chile, Cláudio Teitelbaum, destacou o projeto do corredor bioceânico ligando via terrestre o Estado à região de Coquimbo, no Chile.

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