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Porto Alegre, terça-feira, 12 de novembro de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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infraestrutura

Edição impressa de 12/11/2019. Alterada em 12/11 às 03h00min

Fusão de estatais sai até ofim de 2020, avisa ministro

Desafio do governo é definir o desenho da nova empresa, diz Freitas

Desafio do governo é definir o desenho da nova empresa, diz Freitas


/MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL/JC
As estatais do segmento de logística Valec, Infraero e EPL vão ser unificadas e transformadas em uma única até o fim de 2020, segundo o ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. Também está em andamento a fusão dos fundos de pensão de empresas ligadas à sua pasta, disse ele. "A gente vê que existe alguma superposição entre as atividades dessas empresas. A gente pode, eventualmente, ter essas atividades em uma empresa só, uma área administrativa só, uma possibilidade de ter mais eficiência e menos custo. Mas é uma coisa muito embrionária, que está começando agora", disse o ministro, acrescentando que os funcionários das três estatais serão aproveitados. Não haverá demissões.
As estatais do segmento de logística Valec, Infraero e EPL vão ser unificadas e transformadas em uma única até o fim de 2020, segundo o ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. Também está em andamento a fusão dos fundos de pensão de empresas ligadas à sua pasta, disse ele. "A gente vê que existe alguma superposição entre as atividades dessas empresas. A gente pode, eventualmente, ter essas atividades em uma empresa só, uma área administrativa só, uma possibilidade de ter mais eficiência e menos custo. Mas é uma coisa muito embrionária, que está começando agora", disse o ministro, acrescentando que os funcionários das três estatais serão aproveitados. Não haverá demissões.
O principal desafio para a integração das estatais é definir o desenho da nova empresa. Esse período de estudo deve durar de seis a oito meses. Mas, para concluir a fusão não haverá dificuldade. A expectativa é que essa fase seja concluída rapidamente.
"Como o governo é acionista de todas as três estatais, a fusão é uma decisão de assembleia em que o governo é o acionista. Então é muito fácil. A operacionalização é simples, rápida. Difícil é a gente estudar e verificar o melhor modelo", afirmou Freitas, que participa de almoço com palestra promovido pela Câmara Espanhola de Comércio no Brasil.
O ministro negou a notícia de que um desentendimento com a ala militar do governo tenha motivado a substituição do presidente da Valec. A saída do general Marcio Velloso Guimarães foi anunciada na última sexta-feira. Em seu lugar, assumirá Rafael Castello, atual assessor da diretoria de Mercado de Capitais e Crédito Indireto para Privatizações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
"Não tem nada disso. Isso é bobagem. Não há ala militar, isso é uma piração", contestou. Segundo ele, Castello foi escolhido pela sua experiência no setor privado. "Ele é graduado no IME-Instituto Militar de Engenharia, como eu. É um cara que foi executivo da Samsung, esteve na Coreia como executivo, participou da reestruturação da Gafisa, hoje está no BNDES. Tem densidade para explorar vocações que a Valec tem", acrescentou.
Para o ministro, o Brasil está protegido das instabilidades políticas na América Latina e a agenda de leilões será, portanto, mantida. O argumento é que as instituições brasileiras são amadurecidas, o que blinda o País de contágios que poderiam gerar insegurança entre os investidores. "Estamos conseguindo mostrar para o investidor estrangeiro que criamos um bom ambiente de negócios, amigável, que respeita contratos", afirmou Freitas.
Segundo ele, o interesse de investidores pelo Brasil se manterá em alta. Em sua opinião, o País ainda está em situação de vantagem em relação aos demais. "Se a gente compara o mundo e o Brasil, o que acontece lá fora e aqui, é muito interessante para nós e principalmente para os investimentos em infraestrutura", disse, em palestra na Câmara Espanhola de Comércio no Brasil.
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