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Porto Alegre, terça-feira, 12 de novembro de 2019.
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Edição impressa de 12/11/2019. Alterada em 12/11 às 03h00min

UE suspende análise da fusão Boeing-Embraer

Os reguladores europeus suspenderam a análise antitruste sobre o plano da Boeing de investir na Embraer, alegando que não haviam recebido informações suficientes das fabricantes de aviões.
Os reguladores europeus suspenderam a análise antitruste sobre o plano da Boeing de investir na Embraer, alegando que não haviam recebido informações suficientes das fabricantes de aviões.
Na investigação sobre o negócio, a Comissão Europeia alertou que o acordo pode eliminar a Embraer como a terceira maior concorrente global da Boeing e da Airbus, o que "pode resultar em preços mais altos e menos opções". A comissão da UE, um dos reguladores mais rígidos em relação às fusões, disse, nesta segunda-feira, que "parou o relógio" e que uma revisão só pode ser reiniciada depois de obter as respostas necessárias.
O maior escrutínio coloca nova pressão sobre o plano da Boeing de ficar com uma participação de 80% em uma nova empresa com o controle da divisão comercial e de serviços da Embraer.
O investimento, que ampliaria o alcance da Boeing no mercado de jatos regionais, permitindo o acesso à família E-Jet da Embraer, visa dar mais poder de fogo às duas empresas para competir com a Airbus, que, no ano passado, assumiu o controle da aeronave C Series, da Bombardier, agora chamada de A220. "As partes devem fornecer as informações necessárias para a investigação em tempo hábil", disse uma porta-voz do órgão regulador. "Do contrário, a comissão terá que parar o relógio."
No mês passado, os reguladores disseram que não viam possíveis rivais da China, do Japão ou da Rússia que pudessem replicar o peso da Embraer na concorrência com a Airbus e a Boeing nos próximos cinco ou 10 anos.
Também demonstraram preocupação de que a fabricante de aeronaves americana e a Embraer sejam concorrentes diretas no segmento de aeronaves de 100 a 150 assentos, considerando a empresa brasileira uma "pequena, mas importante força competitiva" em aeronaves de 100 a 255 assentos.
A comissão havia, inicialmente, estabelecido o prazo de 20 de fevereiro para uma decisão sobre o acordo. Depois, estendeu o prazo por mais 10 dias, até 5 de março, antes de a análise ser suspensa.
A Boeing e a Embraer, que já haviam adiado a meta de concluir a transação para o início de 2020, disseram que esperavam mais questionamentos quando a análise inicial da União Europeia terminou em 4 de outubro.
 
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