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Porto Alegre, quarta-feira, 06 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Edição impressa de 06/11/2019. Alterada em 06/11 às 03h00min

Cotação do dólar à vista cai para R$ 3,99

Divisa norte-americana fechou com recuo de 0,43% no fim da sessão

Divisa norte-americana fechou com recuo de 0,43% no fim da sessão


/MARCELLO CASAL JR/ABR /JC

O dólar voltou a fechar abaixo de R$ 4,00 nesta terça-feira (5). A moeda norte-americana fechou em queda de 0,43%, aos R$ 3,9939. Dentre os emergentes, o real foi a segunda divisa que mais se valorizou na sessão, atrás apenas do peso colombiano.

Pela manhã, o dólar chegou a subir para R$ 4,02, mas perdeu força e operou estável até o início da tarde, com o anúncio do pacote de medidas do ministro da Economia Paulo Guedes. Batizado de Plano mais Brasil, o pacote traz um conjunto de propostas para dar maior flexibilidade ao Orçamento, ações para elevar os repasses de recursos a estados e municípios (pacto federativo), além da revisão de cerca de 280 fundos públicos. Há também a chamada PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da emergência fiscal, que institui gatilhos para conter gastos públicos em caso de crise orçamentária da União ou de entes subnacionais.

O mercado vê as medidas como positivas, mas não acredita que elas sejam aprovadas ainda este ano. "O desafio continua sendo político. O governo precisa de foco para fazer avançar as propostas", destaca relatório da XP Investimentos.

Além disso, analistas apontam que o megaleilão do pré-sal desta quarta-feira (6) trará uma grande entrada de dólares no país que pode desvalorizar a cotação. Apesar de ser o principal responsável por puxar para baixo o dólar nos últimos dias, o leilão do excedente da cessão onerosa tem sido visto com cautela pelos investidores, que evitam movimentos mais bruscos em relação ao câmbio. Há dúvidas, por exemplo, em relação ao grau de interesse do certame, ao tamanho dos ágios pelos blocos oferecidos e, ainda, quanto desse recurso será estrangeiro.

Apesar de o pacote de poços de petróleo ser apontado como bilionário, com uma expectativa inicial de investimentos superiores a R$ 100 bilhões, o noticiário das últimas semanas apontou que há blocos com alto risco, o que pode diminuir o interesse dos investidores. Além disso, a desistência de duas grandes petroleiras - BP e Total - abalou a animação do mercado.

Ibovespa encerra pregão em baixa de 0,06%, influenciado por preocupações com Petrobras

bolsa

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/Bolsa

Muito embora o clima entre os investidores ainda se mostrasse positivo no pregão desta terça-feira (5), especialmente com o pacote de medidas apresentado pelo governo federal, a Bolsa fechou com recuo de 0,06%, a 108.719 pontos. Apesar do bom desempenho de bancos e da Vale, as ações da Petrobras tiveram forte queda antes do megaleilão do pré-sal.

O Ibovespa sucumbiu às ordens de venda disparadas para ações da Petrobras em razão da expectativa menos positiva sobre o megaleilão de petróleo e gás que ocorre quarta-feira (6). O índice à vista, que iniciou o dia buscando máxima intraday na região dos 109 mil pontos, se manteve mil pontos abaixo mesmo com a força das blue chips do setor bancário, que foram puxadas pela alta do Itaú Unibanco, cujo balanço agradou.

Analistas temem que a empresa fique muito endividada após o leilão. A Petrobras decidiu exercer o direito de preferência para operar duas áreas do mega leilão, que representa um gasto de ao menos R$ 21 bilhões para adquirir fatia de 30% em cada área.

Entre as blue chips, Petrobras ON e PN recuaram 1,27% e 2,34%, respectivamente, enquanto Vale ON subiu 0,10%. Já Itaú Unibanco PN subiu 1,73%, Bradesco PN encerrou em alta de 1,35%, Banco do Brasil ON, de 0,63%, e as units do Santander (1,46%).

A queda da JBS também pressionou o índice. As ações da companhia caíram 3,87%, a R$ 28,07 após pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, de rescindir a imunidade de Joesley Batista, Wesley Batista.

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