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mercado financeiro

- Publicada em 19h00min, 05/11/2019. Atualizada em 19h07min, 05/11/2019.

Ibovespa encerra pregão em baixa de 0,06%, aos 108.719,02 pontos

Regra de "comprar na baixa para vender na alta" segue válida para momentos de grandes quedas repentinas

Regra de "comprar na baixa para vender na alta" segue válida para momentos de grandes quedas repentinas


SUAMY BEYDOUN /AGIF/FOLHAPRESS/JC
Muito embora o clima entre os investidores ainda se mostrasse positivo no pregão desta terça-feira (5) o Ibovespa sucumbiu às ordens de venda disparadas para ações da Petrobras em razão da expectativa menos positiva sobre o megaleilão de petróleo e gás que ocorre quarta. O índice à vista, que iniciou o dia buscando máxima intraday na região dos 109 mil pontos, se manteve mil pontos abaixo mesmo com a força das blue chips do setor bancário, que foram puxadas pela alta do Itaú Unibanco, cujo balanço agradou.
Muito embora o clima entre os investidores ainda se mostrasse positivo no pregão desta terça-feira (5) o Ibovespa sucumbiu às ordens de venda disparadas para ações da Petrobras em razão da expectativa menos positiva sobre o megaleilão de petróleo e gás que ocorre quarta. O índice à vista, que iniciou o dia buscando máxima intraday na região dos 109 mil pontos, se manteve mil pontos abaixo mesmo com a força das blue chips do setor bancário, que foram puxadas pela alta do Itaú Unibanco, cujo balanço agradou.
As ações ordinárias e preferenciais da Petrobras, com peso ao redor de 10% na carteira teórica que vigora desde setembro, pesaram o suficiente para manter o índice no vermelho. Conforme publicou o Broadcast, um sinal de alerta foi aceso diante da desistência da britânica BP e da francesa Total de participar do certame e a possibilidade de sobrecarga na Petrobras. O principal temor é que para comprar duas áreas - Búzios e Itapu -, pelas quais já demonstrou interesse, a estatal deixe de pagar dívidas e não consiga atingir a meta financeira do ano que vem.
Para Luis Salles, analista de mercado da Guide Investimentos, aliado às questões noticiosas, a queda das ações da petroleira também embute um movimento de realização.
No meio da tarde, em meio à coletiva de imprensa do Plano Brasil Mais, para o qual o governo apresentou uma série de propostas administrativas e fiscais - mas que ainda precisam passar pelo Congresso - o índice Bovespa testou o terreno positivo, mas ainda assim perto da estabilidade. Ao final da sessão, porém, a queda se intensificou e o principal indicador do mercado acionário brasileiro encerrou em baixa de 0,06%, aos 108.719,02 pontos.
Entre as blue chips, Petrobras ON e PN recuaram 1,27% e 2,34%, respectivamente, enquanto Vale ON subiu 0,10%. Já Itaú Unibanco PN subiu 1,73%, Bradesco PN encerrou em alta de 1,35%, Banco do Brasil ON, de 0,63%, e as units do Santander (1,46%).
Os investidores receberam positivamente as medidas anunciadas pelo governo, muito embora já tivessem conhecimento de boa parte delas. Apesar disso, ressalta Salles, a expectativa ainda continua por um pacote que pudesse alavancar a economia brasileira, que segue em lenta recuperação. "Não se vê questões de incentivo à economia. O conjunto é positivo, mais ainda sem efeito sobre mercado que espera coisas que levem à retomada mais forte."
A PEC emergencial inclui medidas permanentes e temporárias de ajuste nas contas de União, Estados e municípios. No caso das medidas temporárias, elas valerão por dois anos e incluem a redução da jornada e salário dos servidores públicos em até 25%. A previsão é de que 25% da economia obtida com as medidas seja direcionada a projetos de infraestrutura.
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