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Porto Alegre, segunda-feira, 04 de novembro de 2019.
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Economia

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Mercado de Capitais

Edição impressa de 04/11/2019. Alterada em 04/11 às 03h00min

Ibovespa tem quarta semana de ganhos

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Indicadores econômicos internacionais positivos ativaram o apetite por risco nas bolsas pelo mundo na sexta-feira (1) e o Índice Bovespa acompanhou o tom otimista. Em alta desde a abertura, o Índice Bovespa terminou o dia aos 108.195 pontos, com ganho de 0,91%. Assim, anulou a leve perda que contabilizava na semana, passando a registrar alta de 0,77% no período. Dessa forma, o índice teve sua quarta semana consecutiva de ganhos.

Apesar do noticiário doméstico escasso, típico das sextas-feiras, analistas reforçam que o clima seguiu positivo no cenário interno, com os investidores já à espera dos eventos importantes esperados para a próxima semana, com destaque para o leilão da cessão onerosa e o encaminhamento de medidas econômicas do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Segundo análise gráfica da corretora Itaú BBA, o Ibovespa segue em tendência de alta no curto prazo, tendo como primeira resistência os 108.400 pontos, patamar do último recorde histórico registrado. Superada essa marca, o índice teria fôlego para partir em direção aos objetivos de 114.000 e 120.000 pontos. Do lado da baixa, o índice tem suporte em 106.700 pontos. Os analistas da instituição reforçam que "ventos favoráveis impulsionam os mercados", citando os recordes do Ibovespa e do índice americano S&P-500 na semana.

O volume de negócios do dia foi expressivo e somou R$ 20,7 bilhões. O montante acima da média animou operadores que vêm acompanhando o leve, mas constante restabelecimento de recursos externos na bolsa. Já são oito dias consecutivos de ingressos de dinheiro de não-residentes, atingindo a marca dos R$ 3 bilhões. Na última quarta-feira (30), entraram R$ 493,618 milhões.

Entre os destaques estiveram as ações da Petrobras, que enfrentaram intensa volatilidade, em meio a especulações em torno do leilão da cessão onerosa e até mesmo sobre o vazamento de óleo nas praias do Nordeste. Embora não houvesse qualquer notícia concreta a respeito dos assuntos, os papéis alternaram altas e baixas diversas vezes, antes de terminarem o dia com ganhos discretos. Assim, deixaram de refletir os ganhos expressivos do petróleo no mercado internacional, na faixa dos 3%.

As ações da Magazine Luiza bateram sua máxima histórica após bons resultados no terceiro trimestre e anúncio de aumento de capital. Os papéis terminaram cotados a R$ 47,19, alta de 5,71%.

O melhor desempenho do Ibovespa, no entanto, ficou por conta da Suzano, cujas ações saltaram 7,26%, a R$ 35,01, maior patamar desde 11 de novembro. A alta é fruto do balanço da companhia que, apesar de um prejuízo líquido de R$ 3,4 bilhões no terceiro trimestre de 2019, dentro do esperado pelo mercado, indicou menores custos e maior redução nos estoques, o que elevaria o preço de celulose no mercado, em baixa atualmente.

Cotação do dólar a vista cai 0,32% em cinco dias e fecha abaixo de R$ 4,00

Sem sinal certo nesta semana, o câmbio oscilou e testou o nível psicológico dos R$ 4,00, dia acima, dia abaixo. Após uma semana carregada de indicadores, entre eles as decisões de política monetária brasileira e americana, o Produto Interno Bruto (PIB) e os dados de emprego dos Estados Unidos, o dólar terminou com queda acumulada de 0,32% em cinco dias.

Na sexta-feira (1), o bom humor global levou a um maior apetite a risco e a moeda norte-americana terminou o dia cotada em R$ 3,9949, uma queda de 0,36%. A divisa brasileira não encerrava uma semana abaixo dos R$ 4 desde 9 de agosto.

Já no fim do pregão de sexta-feira, o câmbio se afastou da mínima, quando tocou os R$ 3,97, e perdeu parte do fôlego após especulações sobre ofensivas contra o leilão da cessão onerosa, marcado para esta semana. Há uma expectativa de entrada forte de recursos com o certame. Na máxima do dia, o dólar tocou os R$ 4,0092.

Internamente, comanda as cotações há três semanas consecutivas - pesando o dólar para baixo - a expectativa com o leilão da cessão onerosa dos blocos do pré-sal, marcado para dia 6 de novembro. São esperados R$ 100 bilhões em investimentos, grande parte externos, o que causaria uma massiva entrada de dólares no país.

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