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Porto Alegre, terça-feira, 29 de outubro de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Edição impressa de 29/10/2019. Alterada em 29/10 às 03h00min

Expectativa do industrial é positiva, mas carga tributária preocupa

Com reduções sazonais da produção (48 pontos) e do emprego (49,3), pequeno acúmulo de estoque (51), mas menor ociosidade, a Sondagem Industrial do Rio Grande do Sul de setembro indica um desempenho melhor do que nos últimos anos. O resultado foi divulgado, nessa segunda-feira (28), pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Segundo o presidente da entidade, Gilberto o Petry, a elevada carga tributária e a demanda interna insuficiente são os maiores problemas enfrentados pelo setor, mas a expectativa para os próximos seis meses seguem positivas, com os empresários gaúchos projetando crescimento da demanda e maior disposição para investirem.
Com reduções sazonais da produção (48 pontos) e do emprego (49,3), pequeno acúmulo de estoque (51), mas menor ociosidade, a Sondagem Industrial do Rio Grande do Sul de setembro indica um desempenho melhor do que nos últimos anos. O resultado foi divulgado, nessa segunda-feira (28), pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Segundo o presidente da entidade, Gilberto o Petry, a elevada carga tributária e a demanda interna insuficiente são os maiores problemas enfrentados pelo setor, mas a expectativa para os próximos seis meses seguem positivas, com os empresários gaúchos projetando crescimento da demanda e maior disposição para investirem.
Ao ficarem abaixo dos 50 pontos, os índices de produção (que foi de 51,5 em agosto) e de emprego (49,1) indicam queda ante o mês anterior - típica do período por conta do menor número de dias úteis -, mas menos intensa do que o normal. A ociosidade diminuiu um pouco, apesar de continuar alta, aponta o indicador de Utilização da Capacidade Instalada (UCI), que ficou em 44,3 pontos em setembro. A UCI fica no nível usual do mês quando o índice atinge 50 pontos. O grau médio da UCI chegou, em setembro, ao patamar de 71%, o mesmo de agosto e o maior para o mês desde 2014 (72%).
Os estoques de produtos finais permaneceram em nível elevado em setembro, com um acúmulo pequeno, já que o índice em relação ao planejado permaneceu em 51 pontos, pouco acima dos 50. Isso significa que o ajuste nesse item continua, mas ainda não se completou. Nesse caso, ao contrário dos demais indicadores da Sondagem Industrial, valores acima de 50 pontos expressam um resultado negativo, pois significa que os estoques estão acima do planejado pelas empresas.
O principal entrave enfrentado pela indústria gaúcha no terceiro trimestre, segundo a Sondagem Industrial, a carga tributária ganhou peso ante o trimestre anterior, passando de 41,6% para 47,4% das respostas dos empresários consultados. Ao mesmo tempo, a demanda interna perdeu importância relativa, de 50% para 45,9%, e foi o segundo maior obstáculo.
Quanto aos próximos seis meses, as expectativas de demanda e de exportações tiveram queda na pesquisa, que foi realizada entre 1º e 11 de outubro, mas seguem altas, atingindo, respectivamente, 54,8 pontos (foi de 55,6 em setembro) e 51,3 (51,9 no mês passado). Com isso, a indústria gaúcha pretende aumentar as compras de matérias-primas (53,8), mas não o emprego (49,9), que deve ficar estável.
Os empresários gaúchos também se mostram mais dispostos a investir nos próximos seis meses. O índice de intenção de investir cresceu 2,8 pontos ante setembro, atingindo 52,5 em outubro. Esse é o maior nível dos últimos seis meses e bem acima de média histórica de 48,9 pontos.
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