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Argentina

- Publicada em 15h35min, 28/10/2019. Atualizada em 19h28min, 28/10/2019.

Calçadistas temem volta de barreiras com vitória de Fernández na Argentina

Abicalçados diz que a vitória de Fernández 'traz novamente o fantasma de barreiras' para os produtos

Abicalçados diz que a vitória de Fernández 'traz novamente o fantasma de barreiras' para os produtos


JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
A vitória dos peronistas na Argentina causou reação entre setores industriais gaúchos. O setor calçadista é um dos primeiros a emitir nota indicando que teme efeitos como a volta de barreiras às importações dos produtos brasileiros. O candidato da oposição Alberto Fernández teve a vitória oficializada nesse domingo (27) sobre o presidente Maurício Macri, de linha liberal.  
A vitória dos peronistas na Argentina causou reação entre setores industriais gaúchos. O setor calçadista é um dos primeiros a emitir nota indicando que teme efeitos como a volta de barreiras às importações dos produtos brasileiros. O candidato da oposição Alberto Fernández teve a vitória oficializada nesse domingo (27) sobre o presidente Maurício Macri, de linha liberal.  
Mesmo admitindo que é cedo para emitir "prognóstico mais definitivo", a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), com sede em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, diz que a vitória de Fernandez "traz novamente o fantasma de barreiras aos calçados brasileiros exportados para a Argentina".  O mecanismo que já foi adotado colocava necessidade de emitir licenças e volumes para poder fazer o fluxo. 
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O presidente-executivo da entidade, Haroldo Ferreira, justifica que "é natural que exista o receio (da volta dos entraves)". O dirigente citou que no governo de Cristina Kirchner, que antecedeu Macri e é vice-presidente eleita, problemas na liberação de licenças geraram prejuízos de mais de US$ 200 milhões.
A Argentina é o segundo principal destino do calçado brasileiro, atrás apenas dos Estados Unidos. A Abicalçados informa que, entre janeiro e setembro deste ano, foram exportados ao país vizinho 7 milhões de pares, somando US$ 77,14 milhões em divisas, com recuo de 25,5% em volume e 33% em receita comparando com o mesmo período de 2018.
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