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Negócios

Notícia da edição impressa de 10/10/2019. Alterada em 11/10 às 15h06min

Languiru e Bianchini vão ampliar suas unidades

Dirigentes apresentaram planos na reunião Tá na Mesa, da Federasul

Dirigentes apresentaram planos na reunião Tá na Mesa, da Federasul


/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Thiago Copetti
Uma boa parte do agronegócio e setores relacionados têm conseguido não apenas manter distância da crise que afeta diferentes segmentos econômicos com ainda seguem fazendo investimentos. Dois exemplos deste dinamismo foram apresentado nesta quarta-feira na Federação das Entidades Empresariais do Estado (Federasul). O evento também foi marcado por uma homenagem aos 60 anos da Lojas Colombo, com a presença do fundador, Adelino Colombo.
Dirceu Bayer, presidente da Cooperativa Languiru, e Antônio Bianchini, diretor executivo da Bianchini SA, falaram a empresários que estiverem na reunião Tá Na Mesa sobre os investimentos que estão fazendo no Rio Grande do Sul e de suas motivações para o otimismo. No caso da Languiru, R$ 65 milhões estão sendo aplicados na duplicação da planta de abate de aves em Westfália, no Vale do Taquari. A meta é que em março de 2020 a capacidade de abate de 110 mil frangos por dia passe para 220 mil.
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"Estamos buscando habilitação para exportar para a China. Há três anos tentamos essa habilitação e agora precisamos fazer alguns ajustes, orientados pelo Ministério da Agricultura. Creio que já temos 500 páginas de documentos e relatórios e estamos quase lá", comemora Bayer.
A busca pelo mercado chinês é anterior aos problemas enfrentados no gigante asiático devido à peste suína africana. O abate massivo de suínos na China, desde o ano passado, elevou as importações chinesas em todos os tipos de carne. Um movimento de compras mundiais que não deve desacelerar tão cedo, avalia o presidente da Languiru.
"A China levará de cinco a seis anos, pelo menos, para recompor seu plantel de suínos. E há quem avalia que nem seja viável fazer isso em menos de 10 anos. Criatórios recém desinfetados já voltaram a apresentar a doença e talvez o caminho da China seja seguir sendo abastecida por importações", relata Bayer.
O maior desafio da cooperativa, hoje, é conseguir comprar no Estado todo o milho que precisa. Cerca de 50% do que consome a cooperativa adquire no Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Como o milho é ração fundamental para a produção de aves, suínos e leite, Bayer explica que a cooperativa estuda implantar um central de recebimento na cidade de Venâncio Aires para otimizar o trabalho de distribuição do grão entre os associados.
O otimismo de Bayer quanto ao potencial de crescimento dos negócios da cooperativa também compartilhado por Antônio Luiz Bianchini. Atuando na extração de óleos vegetais e produção de farelos, a Bianchini SA também conta com serviços na área de logística portuária e armazenagens. O projeto da empresa é de concretizar um investimento de R$ 250 milhões nos próximos cinco anos. Para o diretor executivo da companhia, as razões para seguir planejando a expansão podem ser percebidas no movimento das estradas e no terminal de recebimento e escoamento de petróleo e derivados de Tramandaí, por exemplo.
"O Estado está saindo da crise. O movimento nas RS 448 e na BR 116, por exemplo, aumentou significativamente neste ano. Em Tramandaí, o movimento maior de navios também é visível e sinal de recuperação das atividades econômicas", analisa Bianchini.
Os R$ 250 milhões que a empresa projeta investir a partir de 2019 se tornarão mais visíveis a partir de 2020, quando começam as obras. Em Canoas, será feita a ampliação da usina de produção de biodiesel, assim como de sua capacidade de esmagamento de soja na cidade, que passará de 2,4 mil toneladas dia para 3,5 mil toneladas. Já em Rio Grande, serão agregadas mais 180 mil toneladas de capacidade de armazenagem, que hoje é de 1,2 milhão de toneladas. Também serão duplicado o espaço para carregamento no terminal.
Também palestrante do evento, o presidente da Associação Gaúcha de Produtores de Maçã (Agapomi), José Sozo tinha menos a comemorar e falou mais sobre prejuízos do que ganhos. Sozo lamentou a ausência de ressarcimento pelos danos sofridos por fruticultores na última com a deriva - aplicação incorreta de químicos em lavouras de soja, especialmente o 2,4D. "Depois de muitas reuniões com promotores públicos, governo do Estado e Farsul, as perdas milionárias que tivemos em 2018 seguem sem solução", alertou Sozo.
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