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Porto Alegre, terça-feira, 08 de outubro de 2019.
Dia do Nordestino e dia Nacional do Combate a Cartéis.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

08/10/2019 - 18h30min. Alterada em 08/10 às 18h30min

Dólar volta a cair com perspectiva de ingresso de capital

Divisa americana encerrou cotada a R$ 4,0916

Divisa americana encerrou cotada a R$ 4,0916


YASUYOSHI CHIBA/AFP/JC
O dólar teve um movimento de ajuste e caiu nesta terça-feira, após subir mais de 1% na segunda. Na contramão do exterior, a moeda americana chegou a recuar em ritmo mais forte pela manhã, para R$ 4,07 no mercado à vista, mas o movimento perdeu fôlego à tarde, após os Estados Unidos anunciarem restrições para a concessão de vistos a autoridades chinesas, isso a dois dias do início de reunião bilateral entre as duas maiores economias do mundo, em Washington. Perspectiva de entrada de fluxo externo, por conta de quatro ofertas de ações este mês, também ajudaram. No mercado à vista, o dólar fechou em queda de 0,31%, a R$ 4,0916.
O dólar teve um movimento de ajuste e caiu nesta terça-feira, após subir mais de 1% na segunda. Na contramão do exterior, a moeda americana chegou a recuar em ritmo mais forte pela manhã, para R$ 4,07 no mercado à vista, mas o movimento perdeu fôlego à tarde, após os Estados Unidos anunciarem restrições para a concessão de vistos a autoridades chinesas, isso a dois dias do início de reunião bilateral entre as duas maiores economias do mundo, em Washington. Perspectiva de entrada de fluxo externo, por conta de quatro ofertas de ações este mês, também ajudaram. No mercado à vista, o dólar fechou em queda de 0,31%, a R$ 4,0916.
"A tensão comercial entre a China e os Estados Unidos aumentou antes das negociações comerciais de quinta-feira", afirma o estrategista-chefe de moedas do banco de investimento Brown Brothers Harriman (BBH), Win Thin. Para ele, os recentes posicionamentos de Pequim e Washington sinalizam que será difícil algum avanço importante esta semana, mesmo com a China enviando sua maior delegação desde que as conversas começaram, no ano passado. Sem acordo, a partir do próximo dia 15 nova rodada de tarifas entra em vigor.
Além da questão dos vistos, a notícia da inclusão de empresas chinesas em uma espécie de lista negra da Casa Branca por violações a direitos humanos no país asiático também não repercutiu bem nas mesas de operação. Com isso, o dólar subiu ante divisas fortes e de emergentes. Além do real, uma das poucas exceções foi a lira turca, que teve dia de valorização, após o dólar subir mais de 2% na segunda.
No mercado doméstico, as mesas de câmbio monitoraram ao longo do dia as conversas no Congresso sobre a partilha dos recursos da cessão onerosa, que dificultou na semana passada a votação da Previdência em primeiro turno. "A ideia é votar quarta-feira na Câmara e terça que vem no Senado", disse o líder do governo no Senado, o senador Fernando Bezerra (MDB-PE).
O leilão de petróleo deve trazer bilhões de dólares ao país. Antes dele, ofertas de ações também devem aumentar o fluxo externo. Só este mês, há quatro operações previstas de ofertas de ações - Banco do Brasil, Banco BMG, Vivara e C&A. Nesta terça, operadores já notaram um fluxo de entrada de capital, que pode estar ligado a estas operações.
A Verde Asset Management, uma das maiores gestoras de fundos multimercados do Brasil, aumentou em setembro a posição vendida em dólar no mercado futuro, ou seja, acredita na queda da moeda americana. A posição em bolsa foi mantida, assim como nos juros, de acordo com relatório de mensal de gestão da carteira, gerida por Luis Stuhlberger. "A posição vendida no dólar contra o real via opções foi marginalmente aumentada, e retomamos uma pequena exposição comprada na libra contra o euro", destaca o documento.
Estadão Conteúdo
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