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Agronegócios

- Publicada em 03h02min, 08/10/2019. Atualizada em 03h00min, 08/10/2019.

Vitivinicultura é penalizada com restrições do Ibravin

Trabalho com a Embrapa produzia mudas e viveiros superiores

Trabalho com a Embrapa produzia mudas e viveiros superiores


/EMBRAPA/DIVULGAÇÃO/JC
Thiago Copetti
Devem ser conhecidos nesta terça-feira os nomes que formarão o novo conselho da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), que passará a contar com representantes de cooperativas e também de produtores. A mudança atende uma das exigências para que a entidade possa incorporar os trabalhos do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin).
Devem ser conhecidos nesta terça-feira os nomes que formarão o novo conselho da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), que passará a contar com representantes de cooperativas e também de produtores. A mudança atende uma das exigências para que a entidade possa incorporar os trabalhos do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin).
O aporte de recursos oriundos do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura (Fundovitis) para o Ibravin foi descontinuado este ano após o Tribunal de Contas do Estado (TCE/RS) pedir esclarecimentos sobre gastos em anos anteriores. Neste ano já foram reduzidas as ações realizadas em conjunto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) na divulgação da bebida nacional em férias no Exterior. De acordo com Gabriela Poletto, gestora administrativa e, desde a semana passada, a única funcionária do instituto, o investimento para divulgar os vinhos brasileiros fora do País, que já foi próximo de R$ 3 milhões, recebeu menos de R$ 1,5 milhão neste ano. 
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"São muitos os trabalhos interrompidos, suspensos ou reduzidos. Em curto prazo, pode até não ter algum dano imediato. Mas em médio e longo prazo pode afetar negócios e vendas. Quem não é visto não é lembrado", lamenta Gabriela. Outra ação reduzida foi a Vinho na Taça, treinamento realizado em parceria com o Sebrae para qualificar garçons e outros funcionários de restaurantes para o oferecimento e venda do produto.
Além de trabalhos institucionais, o Ibravin se envolve em ações de promoção do vinho nacional, juntamente, por exemplo, com Associação Brasileira de Enologia (ABE). Presidente da ABE, Daniel Salvador conta que a Avaliação Nacional de Vinhos, em 2019 chegou a sua 27ª edição, é a maior do gênero no mundo e reúne 1 mil degustadores. O apoio do Ibravin, de cerca R$ 70 mil, exigiu adaptações. "Outro evento importante feito com apoio do Ibravin e ao qual ainda estamos buscando solução junto ao governo do Estado é para o Concurso Nacional do Espumante, que será realizado entre 16 e 18 de outubro", conta Salvador.
No setor primário e de pesquisa agrícola, um dos grandes parceiros de trabalho era a Embrapa Uva e Vinho. Além de servir para controle de atividades dos produtores de uvas, o Cadastro Vitícola no Rio Grande do Sul é necessário para que viticultores possam fazer vendas à indústria. "É como se fosse a declaração de Imposto de Renda que, se o produtor não fizer, ficará impedido de fazer várias coisas. O trabalho neste ano foi assumido totalmente pelo Ministério da Agricultura", explica José Fernando da Silva Protas, chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho.
Na área da pesquisa e melhorias para o setor, o Ibravin também era parceiro no trabalho de produção de mudas e viveiros de qualidade superior. De acordo Protas, esse é um dos elos frágeis da cadeia e, por isso, precisa ter continuidade. O foco é sanidade vegetal e indicações corretas da variedade da uva. Outros programa incluem ações para valorização e melhorias na produção de suco de uva e em centros de inovações e desenvolvimento. "São ações importantes e realizadas em diversos Estados, não apenas no Rio Grande do Sul", destaca Protas.

Entenda o caso

Com o aporte de recursos oriundos do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura (Fundovitis) para o Ibravin descontinuado neste ano, quando o Tribunal de Contas do Estado (TCE/RS) pediu esclarecimentos sobre gastos em anos anteriores, o instituto passou a enfrentar problemas financeiros diversos.

Cerca de R$ 12 milhões referentes ao repasse anual de 2019 estão parados nas contas da instituição. Na semana passada, o Ibravin informou que as entidades representativas do setor vitivinícola gaúcho, em conjunto com a Secretaria da Agricultura, haviam chegado a um consenso. Ficou definido que a continuidade de investimentos com recursos do Fundovitis será realizada através do repasse à Uvibra.

Enquanto o Ibravin presta esclarecimento ao TCE e a gestão do Fundovitis não retoma à entidade, foi necessário redução das atividades e de pessoal. A execução dos projetos Wines of Brasil, Grape Juice of Brasil, Suco de Uva 100% e Qualidade na Taça, entre outras, está temporariamente suspensa. 

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