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Porto Alegre, segunda-feira, 07 de outubro de 2019.
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Indústria automotiva

07/10/2019 - 15h30min. Alterada em 07/10 às 15h30min

Crise na Argentina faz montadoras revisarem projeções de veículos em 2019

Em setembro, a produção de veículos caiu 8,3% na comparação com agosto

Em setembro, a produção de veículos caiu 8,3% na comparação com agosto


IVAN BUENO/APPA/DIVULGAÇÃO/JC
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revisou de 9% para 2% a estimativa de crescimento na produção de veículos em 2019 em comparação com o ano passado. A projeção inicial, divulgada em janeiro, era que neste ano fossem fabricadas mais de 3,1 milhões de unidades. No entanto, o número previsto anunciado segunda-feira (7) é de 2,94 milhões.
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revisou de 9% para 2% a estimativa de crescimento na produção de veículos em 2019 em comparação com o ano passado. A projeção inicial, divulgada em janeiro, era que neste ano fossem fabricadas mais de 3,1 milhões de unidades. No entanto, o número previsto anunciado segunda-feira (7) é de 2,94 milhões.
A estimativa de vendas também caiu de 11,4%, no início do ano, para 9,1%. A projeção é que sejam emplacados 2,8 milhões de veículos em 2019. As exportações tiveram o maior recálculo.
A expectativa inicial era de estabilidade no patamar de 620 mil unidades vendidas para fora em 2018. No entanto, a previsão agora é que as exportações tenham queda de 33,2% neste ano, com a comercialização de 420 mil veículos no mercado externo.
Segundo o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, a crise econômica na Argentina é o principal fator que determinou a revisão das estimativas. "O efeito Argentina é o mais relevante ajuste na previsão da Anfavea", enfatizou hoje na apresentação do balanço do setor. Deixaram de ser vendidas 170 mil unidades que as montadoras esperavam enviar ao país vizinho.
Os problemas econômicos argentinos devem, na avaliação de Moraes, seguir impactando nas exportações brasileiras em 2020. "A Argentina continuará sendo um problema para a indústria em geral, para o setor automobilístico em especial", destacou.
Ele disse que a indústria automobilística tem conseguido abrir outros mercados, mas o volume ainda é insuficiente para compensar as perdas no mercado argentino. "Nós temos países que estão crescendo [as exportações], como México, Colômbia, Peru. São países importantes, mas não vão compensar a perda que nós temos", acrescentou.
Em setembro, a produção de veículos caiu 8,3% na comparação com agosto. De acordo com o balanço da Anfavea, foram fabricadas 247,3 mil unidades em setembro, contra 269,8 mil de agosto.
Em relação a setembro do ano passado, o número representa uma alta de 10,9%. No acumulado de 2019, a produção automobilística registra um crescimento de 2,9%, com um total de 2,26 milhões de unidades em nove meses.
As vendas tiveram queda de 3,3% em setembro em relação a agosto, com a comercialização 234,8 mil unidades. O número significa um aumento de 10,1% sobre as vendas de setembro de 2018.No acumulado dos primeiros nove meses, foram comercializados 2,03 milhões de veículos, uma alta de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
As exportações acumulam queda de 35,6% de janeiro a setembro, com 337,5 mil unidades vendidas para o exterior. Em comparação com setembro de 2018, os 36,6 mil veículos exportados no último mês significam uma retração de 7,1% na comercialização no mercado externo. Entre agosto e setembro deste ano foi verificada ainda uma ligeira queda das exportações (0,2%).
O setor anotou em setembro uma queda de 3,4% no número de postos de trabalho em comparação com o mesmo mês de 2018. Atualmente, 127,9 mil pessoas trabalham na indústria automotiva, uma retração de 0,2% em relação a agosto.
Agência Brasil
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