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mercado financeiro

- Publicada em 18h20min, 03/10/2019. Atualizada em 18h38min, 03/10/2019.

Dólar cai mais de 1% com perspectiva de entrada de recursos no Brasil

Divida americana está na sua menor cotação desde 17 de setembro

Divida americana está na sua menor cotação desde 17 de setembro


YASUYOSHI CHIBA/AFP/JC
O dólar caiu 1,08% nesta quinta-feira, a maior queda porcentual em um mês, influenciado pelo cenário externo e perspectiva de entrada forte de fluxo de recursos no Brasil. No mercado à vista, o dólar fechou cotado em R$ 4,0890, o menor valor desde 17 de setembro. A divulgação do índice ISM do setor de serviços da economia americana com números abaixo do previsto por Wall Street provocou novo dia de enfraquecimento do dólar, tanto ante divisas fortes como emergentes. O real e o peso colombiano foram as divisas que mais ganharam força nesta quinta-feira, considerando uma cesta de 34 moedas.
O dólar caiu 1,08% nesta quinta-feira, a maior queda porcentual em um mês, influenciado pelo cenário externo e perspectiva de entrada forte de fluxo de recursos no Brasil. No mercado à vista, o dólar fechou cotado em R$ 4,0890, o menor valor desde 17 de setembro. A divulgação do índice ISM do setor de serviços da economia americana com números abaixo do previsto por Wall Street provocou novo dia de enfraquecimento do dólar, tanto ante divisas fortes como emergentes. O real e o peso colombiano foram as divisas que mais ganharam força nesta quinta-feira, considerando uma cesta de 34 moedas.
Profissionais do mercado de câmbio destacam que a previsão de entrada forte de fluxo externo no Brasil até novembro vem fazendo grandes investidores desmontarem posições contra o real no mercado futuro da B3, o que contribui para a queda das cotações no mercado à vista. O Banco do Brasil faz oferta de ações este mês que pode girar cerca de R$ 5,7 bilhões, mas o volume maior de capital externo deve vir do megaleilão da cessão onerosa, dia 6 de novembro, que pode movimentar R$ 106 bilhões, dos quais a maioria virá do exterior. Ao todo, 14 empresas foram habilitadas a participar, incluindo a francesa Total, a holandesa Shell, a americana ExxonMobil e a Petronas, da Malásia.
Para o sócio e gestor da Absolute Invest, Roberto Serra, muitos gestores fizeram operações de hedge (proteção) contra o real nas últimas semanas para apostas em outros ativos no mercado financeiro brasileiro. Os movimentos dos últimos dias, com a divisa do Brasil caindo mais que outras moedas, indicam que parte desse movimento vem sendo desfeito, na expectativa pela entrada de capital externo, que pode baratear o dólar. Para ele, outro fator que pode levar o dólar a cair mais é a reunião da semana que vem entre a China e os Estados Unidos, no dia 10, para discutir a questão comercial.
Nos EUA, o mais recente indício de piora da atividade é o ISM de atividade de serviços, que ficou em 52,6 em setembro, ante expectativa de Wall Street que ficasse em 55,3. A divulgação vem dois dias depois do dado do setor industrial cair abaixo de 50, o que indica contração da atividade. "Os dados do ISM sinalizam que a fraqueza da economia americana não está mais isolada no setor industrial", observam os economistas do banco Wells Fargo. Após o anúncio na manhã desta quinta, as apostas de corte de juros mais forte pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) aumentaram e o dólar se enfraqueceu ainda mais.
Os recentes indicadores fracos dos EUA aumentaram a expectativa pelo relatório de emprego de setembro dos EUA, que será divulgado nesta sexta-feira e é um dos documentos mais acompanhados pelo Fed. Os estrategistas do Morgan Stanley projetam criação de 185 mil vagas, ante 130 mil de agosto, ou seja, uma mostra ainda de força da economia americana. Eles projetam novo corte de juros pelo Fed este mês, de 0,25 ponto.
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