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mercado financeiro

- Publicada em 18h16min, 03/10/2019. Atualizada em 18h15min, 03/10/2019.

Ibovespa acompanha Wall Street e fecha em alta de 0,48%

B3 aproveitou arranque dos índices americanos para alavancar positividade no pregão

B3 aproveitou arranque dos índices americanos para alavancar positividade no pregão


SUAMY BEYDOUN /AGIF/FOLHAPRESS/JC
A instabilidade marcou os negócios no mercado acionário brasileiro nesta quinta-feira (3). O Ibovespa trocou de sinal ao longo do dia sob clara influência do comportamento das bolsas americanas. Pela manhã, quando Dow Jones e S&P 500 caíram mais de 1%, abalados pelo aumento dos temores de recessão nos Estados Unidos, o índice furou o piso dos 100 mil pontos e desceu até a mínima dos 99.826,30 pontos. Com a virada dos índices em Wall Street para o campo positivo, na esteira da expectativa de que o Federal Reserve pode reduzir os juros para amparar a economia, o Ibovespa recuperou terreno e voltou ao patamar dos 100 mil pontos.
A instabilidade marcou os negócios no mercado acionário brasileiro nesta quinta-feira (3). O Ibovespa trocou de sinal ao longo do dia sob clara influência do comportamento das bolsas americanas. Pela manhã, quando Dow Jones e S&P 500 caíram mais de 1%, abalados pelo aumento dos temores de recessão nos Estados Unidos, o índice furou o piso dos 100 mil pontos e desceu até a mínima dos 99.826,30 pontos. Com a virada dos índices em Wall Street para o campo positivo, na esteira da expectativa de que o Federal Reserve pode reduzir os juros para amparar a economia, o Ibovespa recuperou terreno e voltou ao patamar dos 100 mil pontos.
E foi com a aceleração das bolsas em Nova Iorque que o Ibovespa ganhou fôlego na reta final dos negócios para encerrar o pregão em alta de 0,48%, aos 101.516,04 pontos. As ações da Petrobras e os dois principais papéis do setor financeiro (Itaú PN e Bradesco PN), que operaram em queda ao longo de toda a tarde, mudaram de rota nos minutos finais e puseram o índice em terreno positivo. Já os papéis da Vale - que amargaram queda superior a 5% na quarta - respiraram e fecharam em alta de 0,75%.
O operador sênior da corretora Renascença, Luiz Roberto Monteiro, observa que, com a agenda doméstica esvaziada e passado o momento de maior tensão com a reforma da Previdência, o Ibovespa ficou refém dos movimentos globais. "O Ibovespa está preso numa faixa entre 100 mil e 105 mil pontos. Como não tem gatilho interno para alta, acaba apenas oscilando de acordo com as bolsas lá fora. Existe essa preocupação com a economia americana e a possibilidade de mais corte de juros", diz Monteiro
Aos dados fracos do setor manufatureiro divulgados esta semana se somou a queda do índice ISM de serviços de 56,4 em agosto para 52,6 em setembro, muito abaixo da previsão dos analistas. A percepção de que a economia americana perde força rapidamente fez investidores elevarem as apostas em mais afrouxamento monetário nos Estados Unidos. A expectativa é de dois cortes seguidos da taxa básica americana em 0,25 ponto porcentual, nos encontros do Fed neste mês e em dezembro.
O analista Ilan Arbetman, da Ativa Investimentos, observa que o Ibovespa tem sido castigado nos últimos dias pelo desempenho fraco das ações dos bancos locais. Ele lembra que a ação PN do Itaú, que tem o maior peso individual na carteira teórica (9,03%), já cai quase 5% no acumulado da semana, frente a uma perda de pouco mais de 3% do Ibovespa. "Os bancos lá fora estão sofrendo com esse ambiente de economia mais fraca e isso acaba contaminando a bolsa brasileira. É um movimento que vem desde terça-feira, quando saiu o resultado ruim da indústria nos Estados Unidos", diz.
Entre as 68 ações que compõem o Ibovespa, a maior queda foi da unit do BTG Pactual (3,78%). No pior momento, o papel chegou a perder mais de 9%. O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) e a Polícia Federal investigam suposto vazamento de decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central entre 2010 e 2012 para um fundo administrado pelo BTG. A afirmação constaria em investigação instaurada a partir da delação premiada do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci. Em resposta, o BTG afirmou que o fundo mencionado (Bintang FIM) possui apenas um cotista que não tinha vínculo profissional com o banco.
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