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- Publicada em 03h09min, 03/10/2019. Atualizada em 03h00min, 03/10/2019.

Líder do governo diz que senadores mandaram 'recado' sobre o abono

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (PE), avaliou que o senadores deram na terça-feira um recado ao governo, ao impor uma derrota na votação do destaque que mantém a regra atual do abono salarial. Segundo o parlamentar, o Senado quis deixar a sua identidade na reforma da Previdência.
O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (PE), avaliou que o senadores deram na terça-feira um recado ao governo, ao impor uma derrota na votação do destaque que mantém a regra atual do abono salarial. Segundo o parlamentar, o Senado quis deixar a sua identidade na reforma da Previdência.
Ele observou que há muitas insatisfações do Senado com o governo, "demandas não atendidas" e "ciumeira em relação ao tratamento dado à Câmara dos Deputados. "O tema do abono era muito caro aos senadores. E o Senado quis deixar a sua identidade, a sua marca no texto. Não conseguimos manter porque não havia ambiente", afirmou o líder.
No mapeamento de Bezerra, cinco partidos que apoiam o governo votaram contra no destaque que tratava do abono. Foram quatro votos do Podemos, dois do MDB, dois do PSDB e dois do DEM e um do Pros. Na soma, foram 11 votos a menos e que ajudaram a oposição a manter a regra atual do abono, impondo ao governo uma perda de R$ 76,4 bilhões em 10 anos.
Um dos motivos de insatisfação dos senadores com o governo diz respeito ao acordo articulado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre e da Câmara, Rodrigo Maia, na semana passada, para acelerar o trâmite da chamada PEC (Proposta de Emenda Constitucional) onerosa, que permitirá ao governo realizar o mega-leilão do excedente do petróleo do pré-sal, em novembro.
O acordo resultou no desmembramento da PEC, deixando para um segundo momento a divisão dos recursos com estados e municípios - tema que já tinha sido negociado com o Senado.
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