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Conjuntura

- Publicada em 22h10min, 02/10/2019. Atualizada em 16h59min, 03/10/2019.

Melhora da educação puxa elevação do Idese

Com índice de 0,884, Carlos Barbosa, na Serra, lidera entre os municípios

Com índice de 0,884, Carlos Barbosa, na Serra, lidera entre os municípios


LEANDRO FACCHINI/DIVULGAÇÃO/JC
Patrícia Comunello
O Rio Grande do Sul registrou crescimento de 0,34% no Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese) em 2016 - que passou de 0,751 para 0,754. A educação liderou o desempenho e contribuiu para o resultado positivo. O índice voltou a ser divulgado com a reativação de atividades antes da Fundação de Economia e Estatística (FEE), agora sob a responsabilidade do Departamento de Economia e Estatística (DEE), ligado à Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag).
O Rio Grande do Sul registrou crescimento de 0,34% no Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese) em 2016 - que passou de 0,751 para 0,754. A educação liderou o desempenho e contribuiu para o resultado positivo. O índice voltou a ser divulgado com a reativação de atividades antes da Fundação de Economia e Estatística (FEE), agora sob a responsabilidade do Departamento de Economia e Estatística (DEE), ligado à Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag).
Pelo sétimo ano consecutivo na série do Idese, Carlos Barbosa, na região da Serra, figura na liderança entre os municípios, com 0,884, levemente superior a 2015 (0,879), mas ainda inferior ao seu ápice de 2014 (0,892). A renda puxou o desempenho. O segundo colocado de 2016 foi Aratiba, no Norte do Estado, com um índice total apurado de 0,870, subindo duas posições frente à quarta posição de 2015 (0,860). Embora tenha mantido níveis de Renda e Saúde similares à 2015, Aratiba conquistou posições graças à educação. Na tabela abaixo estão os dez primeiros colocados.
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No geral, frente a 2015, o indicador passou de 0,751 para 0,754, o que mantém o Estado no patamar de desenvolvimento médio, apontou a coordenação da pesquisa. Dos três blocos do Idese, dois tiveram percentuais positivos. O da educação apresentou o maior avanço relativo (1,73%). Saúde ostentou 0,26%, o que assegura o segmento no topo do indicador desde 2009 (agora em 0,819). Já o bloco renda sentiu o impacto do cenário econômico e foi o único a ter retração, de 0,89%, acumulando perdas de 4% nos últimos dois anos da série, apontou o DEE.
O Idese é parâmetro para avaliar a situação socioeconômica dos municípios a partir de aspectos quantitativos e qualitativos. A divulgação, ontem, do Idese 2016, incluiu também os indicadores por municípios e por Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes), além de outras regionalizações importantes para o planejamento, como as microrregiões do IBGE, regiões de saúde e educação.
"Mesmo o Rio Grande do Sul apresentando indicadores que o colocam em um nível médio de desenvolvimento, o Idese nos ajuda a identificar em que pontos é possível melhorar, para onde as políticas públicas precisam de um olhar mais atento", destacou a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), Leany Lemos. A classificação vigente considera desenvolvimento alto aqueles indicadores maiores ou iguais a 0,800; médio, os que se encontram entre 0,500 e 0,799; e baixo os que não superam o índice de 0,499.
Na educação, o bloco de educação infantil mostrou maior salto, com elevação de 11,76% em relação a 2015. O resultado reflete as taxas de matrículas pelo Censo Escolar confrontadas com as estimativas da população entre quatro e cinco anos. Responsável pelo estudo, o analista pesquisador Tomás Pinheiro Fiori alerta para situações bastante distintas neste segmento. "Enquanto cresce o nível na Educação Infantil, o sub-bloco do Ensino Médio teve um recuo de 6,37% ao repetir a comparação das matrículas com as estimativas de gaúchos entre 15 e 17 anos", indicou Fiori.
"Como apenas no biênio 2015-2016 esta redução chegou a -9,72% nas matrículas totais, pode-se estabelecer uma relação entre a conjuntura econômica do País e o possível deslocamento de jovens em idade escolar para atividades que ajudem a complementar a renda familiar em tempos de crise", complementou o coordenador, que integra a equipe de pesquisadores do DEE. Fiori acrescenta ainda que as matrículas neste nível de ensino vêm caindo em ritmo mais acelerado desde o início da série do Idese, em 2007.
O bloco saúde, embora tenha registrado um avanço mais modesto, é o único do Idese gaúcho a se manter em patamar elevado de desenvolvimento, com índice apurado, em 2016, de 0,819, com evolução positiva na maioria dos componentes em todos os anos do Idese. 
O bloco de renda manteve a trajetória de retração verificada em 2015, seguindo o ambiente de recessão. O índice de 0,732 coloca o Estado quase no mesmo patamar de 2012 (0,730), distante do nível alcançado no ápice da série histórica, em 2014 (0,763), apontou a equipe. 
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