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indústria

- Publicada em 03h03min, 02/10/2019. Atualizada em 03h00min, 02/10/2019.

Setor cresce em agosto puxado por petróleo e minerais

No ano, resultado está negativo em 1,7%, segundo o IBGE

No ano, resultado está negativo em 1,7%, segundo o IBGE


JIM YOUNG/AFP/JC
Puxada pela extração de minério e petróleo, a produção industrial brasileira interrompeu três meses de queda e registrou alta de 0,8% em agosto, na comparação com o mês anterior. O resultado, porém, foi concentrado e mostra desaceleração da atividade ao longo dos últimos meses.
Puxada pela extração de minério e petróleo, a produção industrial brasileira interrompeu três meses de queda e registrou alta de 0,8% em agosto, na comparação com o mês anterior. O resultado, porém, foi concentrado e mostra desaceleração da atividade ao longo dos últimos meses.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a indústria brasileira acumula queda de 1,7% no ano. Em 12 meses, a perda acumulada também é de 1,7%, superior aos 1,3% registrados no mês anterior. "Apesar da melhora na comparação com o mês anterior, quando a gente compara com 2018, fica evidente o tamanho da perda", diz o gerente da Pesquisa Industrial Mensal, André Macedo. "E essa melhora se dá em cima de uma base de comparação mais baixa e com característica muito concentrada."
Segundo o IBGE, o crescimento em agosto foi o mais intenso desde junho de 2018, mas ficou concentrado em uma das quatro atividades econômicas pesquisadas pelo instituto: a produção de bens intermediários, com alta de 1,4%. Apenas 10 dos 26 ramos pesquisados pelo instituto apresentaram alta no mês, em comparação com julho. É o pior desempenho desde maio, quando oito ramos ficaram no positivo.
A influência mais importante para o resultado de agosto veio da indústria extrativa, que avançou 6,6%. Foi a quarta taxa positiva após os tombos registrados no início do ano com a suspensão de atividades mineradoras após a tragédia de Brumadinho (MG).
A melhora reflete a retomada das operações em minas da Vale e a redução no número de paradas para manutenção de plataformas de produção de petróleo. Ainda assim, a indústria extrativa está 5% abaixo do patamar de janeiro, antes da tragédia. Já a produção de bens de capital caiu 0,8% e a de bens de consumo, 0,7% - com destaque negativo para os bens de consumo duráveis (-1,4%), puxados pela queda na produção de automóveis (-3%), que reverteu a expansão do mês anterior.
No ano, a perda acumulada é de 1,7%, também com forte impacto dos efeitos de Brumadinho - a indústria extrativa acumula queda de 10,7%, puxando o setor de bens intermediários a queda de 2,6%. As demais categorias ficaram próximas da estabilidade.
Para Macedo, o ambiente de incerteza das famílias e no comércio exterior continua impactando o desempenho da indústria brasileira.
 
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