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rural

- Publicada em 03h06min, 02/10/2019. Atualizada em 03h00min, 02/10/2019.

Campanha busca os direitos das mulheres do campo

A Campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos, iniciada ontem e com duração de 15 dias, será marcada por uma mobilização para dar visibilidade à contribuição das trabalhadoras rurais para o alcance das metas da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável. A campanha lançará conteúdo com diferentes temas relacionados à atuação das mulheres rurais como produtoras de alimentos saudáveis, guardiãs da terra, líderes e empreendedoras.
A Campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos, iniciada ontem e com duração de 15 dias, será marcada por uma mobilização para dar visibilidade à contribuição das trabalhadoras rurais para o alcance das metas da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável. A campanha lançará conteúdo com diferentes temas relacionados à atuação das mulheres rurais como produtoras de alimentos saudáveis, guardiãs da terra, líderes e empreendedoras.
A ação culmina em 15 de outubro, data que celebra o Dia Internacional das Mulheres Rurais, mas a campanha prossegue com atividades em outras datas-chave até o fim do ano. A programação integra a Estratégia Regional de Gênero lançada pela ONU.
As mulheres representam praticamente metade da população de mais de 500 milhões de habitantes da América Latina e Caribe. E são elas as responsáveis pela produção de 60% a 80% dos alimentos consumidos na região. Contudo, representam percentuais bem menores quando se trata do acesso a recursos produtivos, como crédito, assistência técnica, entre outras oportunidades. Um levantamento realizado pelo International Finance Corporation (IFC) revela que, em nível mundial, existe uma brecha de US$ 287 milhões para financiamento de pequenas e médias empresas formais comandadas por mulheres. E a América Latina é apontada como a região com o maior gargalo de financiamento para mulheres. Segundo a coordenação brasileira da Campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos, os altos níveis de desigualdade têm altos custos para a economia, com fortes impactos em termos políticos e sociais. Especialistas apontam que, no Brasil, a redução das desigualdades e maior inclusão das mulheres no mercado de trabalho trariam efeitos benéficos para a economia, com potencial para aumentar o PIB em até R$ 382 bilhões.
A FAO também projeta que a melhora no acesso das mulheres à terra, à pecuária, à educação, aos serviços financeiros, à extensão, à tecnologia e ao emprego rural rende um aumento significativo da produtividade e da produção agrícola.
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