Porto Alegre, sábado, 25 de julho de 2020.
Dia do Escritor. Dia do Motorista .

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sábado, 25 de julho de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Indústria

- Publicada em 03h14min, 27/09/2019. Atualizada em 03h00min, 27/09/2019.

Produção industrial segue positiva no Rio Grande do Sul

Utilização da Capacidade Instalada cresceu um ponto e está próxima da média histórica

Utilização da Capacidade Instalada cresceu um ponto e está próxima da média histórica


/CLAITON DORNELLES/arquivo/JC
A Sondagem Industrial, divulgada nesta quinta-feira pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), apresenta resultados diferentes na produção e no emprego no mês de agosto. Enquanto o primeiro indicador se manteve positivo pelo segundo mês consecutivo (51,5 pontos), embora em ritmo menor na comparação com julho (55,6), a criação de vagas continua em declínio. O índice de número de empregados passou de 48,8 para 49,1 pontos no mês passado. Os indicadores variam de 0 a 100 pontos. Valores acima de 50 indicam aumento, e valores abaixo, queda em relação ao mês anterior.
A Sondagem Industrial, divulgada nesta quinta-feira pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), apresenta resultados diferentes na produção e no emprego no mês de agosto. Enquanto o primeiro indicador se manteve positivo pelo segundo mês consecutivo (51,5 pontos), embora em ritmo menor na comparação com julho (55,6), a criação de vagas continua em declínio. O índice de número de empregados passou de 48,8 para 49,1 pontos no mês passado. Os indicadores variam de 0 a 100 pontos. Valores acima de 50 indicam aumento, e valores abaixo, queda em relação ao mês anterior.
O aumento da produção na indústria em agosto foi acompanhado pela Utilização da Capacidade Instalada (UCI), que subiu um ponto percentual em relação a julho, alcançando 71%, patamar muito próximo da sua média histórica para o mês. Os empresários, no entanto, a consideraram abaixo do usual, com 44,6 pontos, sendo que 50 marcam o nível usual.
A Sondagem Industrial revelou, também, que os estoques de produtos finais continuaram em patamares excessivos em agosto, embora tenham melhorado na comparação com julho. Nesse período, o indicador de estoques em relação ao planejado, que compara o nível efetivo com o esperado pelas empresas, caiu de 51,9 para 50,8 pontos. O planejado é dado pelos 50 pontos.
Para os próximos seis meses, os empresários ouvidos na pesquisa, realizada entre 2 e 12 de setembro, estão menos otimistas do que em agosto, o que representa a expectativa de um crescimento menor na demanda. O indicador de demanda prevista caiu de 57,2 pontos, no mês passado, para 55,6, assim como o de compras de matérias-primas, que recuou de 55,3 para 53 pontos. Apesar da retração, como ambos seguem acima dos 50 pontos, revelam tendência de elevação.
Diferente é o caso do emprego, que, segundo os empresários gaúchos, deve continuar em queda no período, com o indicador em 49,4 pontos. Por outro lado, as expectativas com relação às exportações voltaram a projetar expansão. O indicador de quantidade exportada cresceu de 48,7 para 51,9 pontos.
Depois de três altas seguidas, em setembro, os empresários gaúchos se revelaram menos dispostos a investir nos próximos seis meses. O índice de intenção de investimentos voltou a cair no mês, 1,1 ponto ante agosto, atingindo 49,7.
A pesquisa ouviu 196 empresas, sendo 46 pequenas, 70 médias e 80 grandes.
 

Confiança do setor fica estável em setembro, diz FGV

Crise atingiu com força o emprego industrial, que teve queda de 1,9% em março no Rio Grande do Sul
Indicador de emprego subiu novamente e aponta melhora nos negócios
BERTRAND GUAY/BERTRAND GUAY/AFP/JC

A confiança da indústria ficou estável em setembro na comparação com agosto, em 95,6 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Dessa forma, a média do terceiro trimestre se encerra 1,6 ponto abaixo da média do segundo trimestre, em 95,3 pontos.

Enquanto o Índice de Situação Atual (ISA) avançou 0,3 ponto, para 95,9 pontos, o Índice de Expectativas (IE) teve redução de 0,5 ponto, para 95,2 pontos. Em médias móveis trimestrais, contudo, o ISA caiu (-0,2 ponto) pela quinta vez consecutiva. Já o IE subiu 0,1 ponto, interrompendo a sequência de cinco quedas.

Em setembro, a melhora na percepção sobre a situação atual dos negócios foi a principal contribuição favorável ao resultado do ISA, que contou, ainda, com avaliações mais positivas sobre a demanda e negativas sobre o estoque. Apesar do aumento do percentual de empresas que consideram a situação dos negócios fraca, de 22,6% para 23,4%, a proporção de companhias que a consideram boa aumentou de 14% para 16,6%. Dessa forma, o indicador apresentou a segunda alta consecutiva, passando de 94,6 pontos, em agosto, para 95,3 pontos em setembro.

Em relação ao IE, houve piora nas expectativas para os próximos meses, impulsionada principalmente pelo recuo de 1,5 ponto do indicador de produção prevista, que, agora, se encontra abaixo dos 100 pontos (99,1 pontos). No mesmo sentido, o indicador que mede o otimismo dos empresários com a evolução do ambiente de negócios nos seis meses seguintes caiu novamente, para 94,3 pontos, o menor nível desde agosto de 2017 (93,9 pontos).

Segundo Renata Mello, economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, a estabilidade da confiança em setembro indica que o setor continuou andando de lado no terceiro trimestre. "Do mesmo modo, a queda dos indicadores que refletem as expectativas em relação à evolução da produção nos três meses seguintes e a evolução dos negócios nos seis meses seguintes sugerem que uma recuperação mais consistente da indústria de transformação deve ficar para o próximo ano. A boa notícia fica a cargo do indicador de emprego previsto, que subiu novamente, apontando que menos empresas estão prevendo redução de pessoal ocupado", estima Renata.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) caiu 0,3 ponto percentual, voltando para 75,5%, o mesmo nível de julho. Em médias móveis trimestrais, o Nuci avançou pela sexta vez consecutiva, agora em 0,2 ponto, para 75,6%.

Comentários CORRIGIR TEXTO