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Trabalho

- Publicada em 03h11min, 26/09/2019. Atualizada em 03h00min, 26/09/2019.

Brasil cria 121 mil empregos formais em agosto

Foi o quinto mês seguido de saldo positivo na criação de vagas e o melhor resultado desde 2013

Foi o quinto mês seguido de saldo positivo na criação de vagas e o melhor resultado desde 2013


/GABRIELA DI BELLA/ARQUIVO/JC

O Brasil criou 121.387 vagas de trabalho com carteira assinada no mês de agosto, o melhor resultado para o mês desde 2013. Foram registradas 1.382.407 contratações e 1.261.020 demissões. Os dados constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Ministério da Economia.

O Brasil criou 121.387 vagas de trabalho com carteira assinada no mês de agosto, o melhor resultado para o mês desde 2013. Foram registradas 1.382.407 contratações e 1.261.020 demissões. Os dados constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Ministério da Economia.

Na parcial de 2019, foram criados 593.497 novos empregos. O saldo positivo entre janeiro e agosto é 1,55% maior que o saldo registrado no mesmo período de 2018, quando 568.551 vagas foram criadas.

Em agosto, foram criadas 6.573 vagas com contrato intermitente. De acordo com os dados do Ministério da Economia, o emprego intermitente registrou admissão total de 12.929 trabalhadores em agosto, ao mesmo tempo em que houve 6.356 demissões.

Houve ainda a abertura de outras 2.650 vagas pelo sistema de jornada parcial. As duas novas modalidades foram criadas pela reforma trabalhista. O Caged informou ainda que houve 18.420 desligamentos por acordo no mês de agosto.

Agosto é o quinto mês seguido de saldo positivo na criação de empregos formais no País. Na comparação com o mesmo período do ano passado, também houve ganho no número de vagas. Em agosto de 2018, 110.431 empregos com carteira assinada haviam sido criados.

O secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, afirmou que o resultado a retomada gradual da economia brasileira. "É importante enfatizar que se trata do melhor resultado para o mês de agosto desde 2013. Na condição de indicador antecedente, o Caged sinaliza a recuperação gradativa do emprego e do crescimento econômico, após um primeiro semestre repleto de desafios. Na nossa perspectiva, a Construção Civil é o melhor exemplo da consistência da retomada, com cinco meses consecutivos de saldos positivos de emprego", diz Dalcolmo.

Boa parte do desempenho positivo do mês de agosto e se deve à geração de empregos no setor de serviços. Esse segmento gerou 61.730 novos postos de trabalho. Em seguida, aparece o comércio, com 23.626 novos empregos. A indústria de transformação abriu 19.517 novas vagas, a construção civil criou 17.306 empregos, a administração pública também teve um saldo positivo de 1.391 vagas e, por fim, a indústria extrativa mineral criou 1.235 vagas.

No setor de serviços, o destaque ficou com o subsetor ensino, que concentrou 20.153 das vagas geradas no segmento. No comércio, a maioria das novas vagas foi gerada pelo varejo (20.149) e uma pequena parte pelo segmento atacadista (3.477).

Já o desempenho da indústria de transformação foi puxado pelo subsetor de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico, que gerou 16.223 postos.

A tendência inversa se verificou no setor da agropecuária, que mais demitiu do que contratou: o saldo foi negativo em 3.341 vagas. O mesmo se verificou no segmento de serviços industriais de utilidade pública, que fechou agosto com menos 77 postos de trabalho.

Entre os estados, o Rio de Janeiro registrou o segundo melhor saldo entre contratações e demissões, atrás apenas de São Paulo: foram 11.810 novas vagas criadas para os fluminenses. Em julho, o Rio de Janeiro havia fechado o mês entre os três piores desempenhos da federação.

Puxando o número nacional, São Paulo criou 33.298 vagas. Na lanterna, Sergipe e Rio Grande do Sul tiveram os piores resultados em agosto, fechando 625 e 1.988 vagas, respectivamente.

O salário médio de admissão nos empregos com carteira assinada teve alta real de 1,97% em agosto de 2019 ante igual mês de 2018, para R$ 1.619,45, segundo dados do Caged. Na comparação com julho, houve alta de 0,44%.

O maior salário médio de admissão em agosto ocorreu na extrativa mineral, com R$ 2.616,94, puxado pelos salários da Petrobras. Já o menor salário médio de admissão foi registrado na agropecuária, com R$ 1.306,25.

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