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- Publicada em 16h31min, 24/09/2019. Atualizada em 16h31min, 24/09/2019.

Petróleo cai com fala de Trump na ONU e rumor de pedido por seu impeachment

O tom protecionista e crítico de Trump criou aversão a risco entre investidores

O tom protecionista e crítico de Trump criou aversão a risco entre investidores


SPENCER PLATT/GETTY IMAGES/AFP/JC
Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta terça-feira (24) em queda, com investidores de olho na fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que voltou a criticar a China e a chamá-la de manipuladora cambial. Estiveram no radar, também, rumores de que os democratas americanos pedirão o impeachment de Trump, reforçando a cautela.
Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta terça-feira (24) em queda, com investidores de olho na fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que voltou a criticar a China e a chamá-la de manipuladora cambial. Estiveram no radar, também, rumores de que os democratas americanos pedirão o impeachment de Trump, reforçando a cautela.
O petróleo WTI para novembro fechou em queda de 2,30%, a US$ 57,29 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o petróleo Brent para o mesmo mês caiu 2,58%, a US$ 63,10 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).
Na ONU, Trump acusou a China, mais uma vez, de manipular seu câmbio, e afirmou que não aceitará um acordo comercial com o país asiático que seja ruim aos americanos, já que, no seu entendimento, "bons líderes devem sempre colocar os interesses de seus países em primeiro lugar".
O tom protecionista e crítico do discurso presidente americano, que afasta a possibilidade de um acordo com a China no curto prazo, criou aversão a risco entre investidores, na medida em que a falta de entendimento entre as duas maiores economias do mundo pode acentuar os efeitos da desaceleração global, o que pressionou os contratos de petróleo.
A commodity energética aprofundou suas perdas em meio aos rumores de que o democrata Joe Biden, pré-candidato à presidência dos EUA, pressionará pela abertura de um processo de impeachment contra Trump. De acordo com o jornal Washington Post, a presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, deve anunciar às 18 horas (de Brasília) seu pedido por uma apuração formal para o impedimento do presidente americano.
Contudo, nesta terça, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulgou um estudo que vai na linha contrária das expectativas majoritárias do mercado nesta terça-feira: em vez de menor, a demanda por energia deve ser maior nos próximos anos. "O consumo mundial de energia crescerá quase 50% entre 2018 e 2050. A maior parte desse crescimento vem de países que não fazem parte da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em regiões onde um forte crescimento econômico está impulsionando a demanda por energia, principalmente na Ásia", diz o relatório da instituição.
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