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Conjuntura

- Publicada em 21h45min, 16/09/2019. Atualizada em 21h45min, 16/09/2019.

Focus estima queda da Selic para 5,5% ao ano

O mercado financeiro espera que a taxa básica de juros, a Selic, seja reduzida em 0,5 ponto percentual, dos atuais 6% ao ano para 5,5% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), marcada para estas terça (17) e quarta-feira (18). Com isso, a taxa atingiria novo piso histórico. A expectativa consta da pesquisa semanal do BC a instituições financeiras no Boletim Focus.
O mercado financeiro espera que a taxa básica de juros, a Selic, seja reduzida em 0,5 ponto percentual, dos atuais 6% ao ano para 5,5% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), marcada para estas terça (17) e quarta-feira (18). Com isso, a taxa atingiria novo piso histórico. A expectativa consta da pesquisa semanal do BC a instituições financeiras no Boletim Focus.
Para o mercado financeiro, a Selic voltará a ser reduzida em 0,5 ponto percentual em outubro e, na última reunião de 2019, marcada para dezembro, permanecerá em 5% ao ano. O mercado também não espera por alteração na Selic em 2020. Na semana passada, a expectativa era que a Selic estaria em 5,25% ao ano ao final de 2020, mas agora é 5%. Para 2021, a estimativa é que a Selic volte a subir e encerre o período em 7% ao ano.
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No fim de julho, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC anunciou o corte da Selic de 6,50% para 6,00% ao ano. Foi a primeira queda após 16 encontros em que o colegiado manteve a taxa básica estável.
Ao justificar a decisão, o BC reconheceu uma evolução no cenário básico e no balanço de riscos para a inflação. Além disso, sinalizou que devem ocorrer cortes adicionais da taxa. As projeções mais recentes do BC, considerando o cenário de mercado, apontam para inflação de 3,6% em 2019 e 3,9% em 2020 - dentro das metas estabelecidas para esses anos.
Ainda de acordo com as previsões do mercado financeiro, a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 3,45%, em 2019. Essa foi a sexta redução consecutiva na estimativa, que na semana passada estava em 3,54%. Para 2020, a estimativa também foi reduzida, ao passar de 3,82% para 3,80%, na segunda revisão consecutiva. A previsão para os anos seguintes não teve alterações: 3,75%, em 2021, e 3,50%, em 2022.
A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação definida pelo CMN. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, o Copom precisa estar seguro de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.
O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto - comprando e vendendo títulos públicos federais - para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião do Copom. A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).
A previsão da pesquisa para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) foi mantida em 0,87% em 2019. A estimativa para 2020 caiu de 2,07% para 2%. Para 2021 e 2022 também não houve alteração nas estimativas: 2,50%.
Já a previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano, por sua vez, subiu de R$ 3,87 para R$ 3,90 e, para 2020, de R$ 3,85 para R$ 3,90.
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