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Porto Alegre, quarta-feira, 11 de setembro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Edição impressa de 11/09/2019. Alterada em 11/09 às 03h00min

Exportações das indústrias gaúchas recuam 2,7% em agosto

Vendas externas do complexo carne, especialmente frango e suína in natura, tiveram alta de quase 40%

Vendas externas do complexo carne, especialmente frango e suína in natura, tiveram alta de quase 40%


MPT-RS/DIVULGAÇÃO/JC
As exportações da indústria do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 1 bilhão em agosto, recuo de 2,7% em relação ao mesmo mês de 2018. Dos 23 setores industriais no Rio Grande do Sul que registraram vendas externas no período, 17 caíram, especialmente químicos (-32,1%), veículos automotores (-30,6%) e couro e calçados (-16,6%).
As exportações da indústria do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 1 bilhão em agosto, recuo de 2,7% em relação ao mesmo mês de 2018. Dos 23 setores industriais no Rio Grande do Sul que registraram vendas externas no período, 17 caíram, especialmente químicos (-32,1%), veículos automotores (-30,6%) e couro e calçados (-16,6%).
"A queda nas exportações foi disseminada entre os setores da indústria. A desaceleração da economia mundial e a crise na economia argentina têm contribuído para a diminuição na demanda externa por muitos produtos industrializados", afirma o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Gilberto Petry.
Segundo análise da Fiergs, a diminuição nas vendas de produtos químicos para a Coreia do Sul (-US$ 21 milhões) e China (-US$ 8 milhões) foi determinante para o resultado negativo deste segmento. Já as exportações de veículos automotores voltaram a recuar no mês passado por conta do agravamento da crise argentina (-US$ 42 milhões). Quanto ao setor de couro e calçados, as vendas externas da matéria-prima sofreram uma queda de 27,7% ante agosto de 2018, enquanto o valor exportado de calçados foi praticamente o mesmo registrado no igual período.
Já entre os setores que registraram aumento das exportações, celulose e papel se destacou, com 316,9% de crescimento, seguido de coque e derivados do petróleo ( 109,7%) e produtos alimentícios ( 13,3%). Enquanto o desempenho dos dois primeiros deve-se, exclusivamente, à pequena base de comparação, as exportações do complexo carne (especialmente frango e suína in natura), com alta de quase 40% em agosto, seguem impulsionando a indústria de alimentos, que já assinala o quarto crescimento mensal consecutivo. Por conta de problemas fitossanitários com a peste suína africana, juntamente com a guerra comercial com os Estados Unidos, os chineses têm aumentado a demanda por produtos agrícolas no mercado brasileiro, beneficiando diretamente o segmento de proteína animal do Rio Grande do Sul.
No acumulado do ano, porém, o resultado das exportações industriais do RS é diferente da análise mensal. De janeiro a agosto de 2019, totalizaram US$ 8,4 bilhões, crescimento de 1,8% ante o mesmo período do ano anterior. A principal contribuição positiva para o resultado veio de Celulose e papel, US$ 1 bilhão, incremento de 63% até o momento.
Por sua vez, as importações do Estado somaram US$ 928 milhões em agosto, queda de 0,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo (-47,1%), combustíveis e lubrificantes (-21,6%) e bens de capital (-11,8%) recuaram na comparação mensal.
Os bens intermediários, com alta de 15,5%, compensaram quase integralmente o resultado negativo dos importados, principalmente por conta da aquisição de produtos que compõem o grupo de adubos e fertilizantes ( US$ 185 milhões). Já nos últimos oito meses, o montante importado pelo Estado atingiu US$ 6,5 bilhões, retração de 10,2% no acumulado.
 
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