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Gestão

- Publicada em 03h11min, 05/09/2019. Atualizada em 03h00min, 05/09/2019.

Pedidos de falência sobem 58% em agosto

Os pedidos de falência cresceram 58% em agosto, na comparação com julho, segundo dados com abrangência nacional da Boa Vista. As falências decretadas, por sua vez, aumentaram 88%, enquanto os pedidos de recuperação judicial subiram 41,3%. Na comparação mensal, somente o indicador de recuperações judiciais deferidas apresentou queda (-10,7%).
Os pedidos de falência cresceram 58% em agosto, na comparação com julho, segundo dados com abrangência nacional da Boa Vista. As falências decretadas, por sua vez, aumentaram 88%, enquanto os pedidos de recuperação judicial subiram 41,3%. Na comparação mensal, somente o indicador de recuperações judiciais deferidas apresentou queda (-10,7%).
Já no acumulado em 12 meses (setembro de 2018 até agosto de 2019 em relação aos 12 meses anteriores), os pedidos de falência ainda recuam (-8,6%). Mantida a base de comparação, as falências decretadas, pedidos de recuperação judicial e recuperações judiciais deferidas também diminuíram (-8,3%, -15,1% e -11,9%, respectivamente).
De acordo com os resultados acumulados em 12 meses, portanto, ainda se observa a continuidade da tendência de queda nos pedidos de falência e recuperação judicial. Esse movimento está atrelado à melhora nas condições econômicas desde 2017, que permitiu às empresas apresentarem sinais mais sólidos nos indicadores de solvência. A continuidade desse processo, entretanto, está condicionada à evolução da atividade econômica nos próximos períodos.
Os pedidos de falência e recuperação judicial, por exemplo, apresentaram alta em agosto tanto na comparação com julho quanto em relação a agosto do ano passado. No caso dos pedidos de falência, trata-se da segunda alta consecutiva nestas bases de comparação. Contudo, ainda não é possível falar em mudança de tendência.
A situação financeira das empresas, de maneira geral, segue positiva, mas pode ser afetada pela lenta recuperação da atividade econômica. A redução das taxas de juros e a liberação dos recursos do FGTS, com impactos positivos esperados sobre as vendas, devem dar novo fôlego para o segmento empresarial.
 
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