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Porto Alegre, quinta-feira, 29 de agosto de 2019.
Dia Nacional do Combate ao Fumo.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

29/08/2019 - 08h44min. Alterada em 29/08 às 09h54min

IGP-M tem queda de 0,67% em agosto, revela FGV

Em 12 meses, índice acumulou alta de 4,95%

Em 12 meses, índice acumulou alta de 4,95%


FREDY VIEIRA/JC
Estadão Conteúdo
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) teve queda de 0,67% em agosto, revertendo a alta de 0,40% registrada em julho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (29). O resultado ficou praticamente em linha com a mediana de recuo de 0,66% da pesquisa do Projeções Broadcast, cujo intervalo ia de -1,0% a -0,38%.
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) teve queda de 0,67% em agosto, revertendo a alta de 0,40% registrada em julho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (29). O resultado ficou praticamente em linha com a mediana de recuo de 0,66% da pesquisa do Projeções Broadcast, cujo intervalo ia de -1,0% a -0,38%.
Em 12 meses, o IGP-M acumulou alta de 4,95%. Esta taxa também ficou bem similar à mediana de 4,96% (intervalo de 4,59% a 5,52%). No ano, o indicador avança 4,09%.
Entre os componentes do IGP-M, a deflação foi determinada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), que passou de alta de 0,40% para recuo de 1,14% em agosto. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) desacelerou de 0,91% para 0,34% entre o sétimo e o oitavo mês. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) avançou de 0,16% para 0,23%.
A deflação do IGP-M em agosto foi amplamente influenciada pela queda do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M). Os preços no atacado tiveram recuo generalizado, tanto nos itens industriais quanto nos agrícolas, e em todas as etapas de produção.
O IPA industrial registrou recuo de 1,31%, depois de alta de 0,73%, enquanto o IPA agrícola caiu 0,60%, uma queda ligeiramente menos intensa do que em julho (-0,61%).
Por estágios de produção, a maior queda foi apurada em Matérias-Primas Brutas, de 2,30%, praticamente revertendo o avanço de 2,34% de julho, com destaque para o recuo de minério de ferro (11,34% para -7,47%), milho em grão (3,28% para -2,82%) e suínos (7,49% para -9,68%). Em sentido oposto, a FGV cita a contribuição de soja em grão (-1,36% para 1,80%), leite in natura (-6,91% para -0,43%) e aves (-2,24% para 3,23%).
Os Bens Finais ampliaram a queda, de 0,09% em julho para 0,48% em agosto, beneficiados por alimentos in natura, cuja taxa passou de 0,58% para -3,92%. Já os Bens Intermediários reduziram um pouco a deflação, de 0,83% em julho para 0,72% em agosto, com influência de combustíveis e lubrificantes para a produção, cujo porcentual passou de -4,68% para -1,69%.
Os itens que mais contribuíram para a baixa do IPA-M de agosto foram minério de ferro, batata inglesa (3,43% para -19,33%), milho em grão, tomate (-14,78% para -33,16%) e gasolina automotiva (apesar da queda menor, de -7,08% para -3,11%).
Por outro lado, as principais influências individuais de alta foram soja em grão, aves, óleo de soja em bruto (-2,86% para 5,86%), mamão (mesmo com a desaceleração de 44,98% para 11,24%) e bovinos (a despeito do alívio de 1,33% para 0,66%).
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