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Porto Alegre, quarta-feira, 14 de agosto de 2019.
Dia do Controle de Poluição Industrial.

Jornal do Comércio

Economia

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Balanços

Edição impressa de 14/08/2019. Alterada em 14/08 às 03h00min

Lucro da Eletrobras sobe 305% no 2º trimestre

Wilson Ferreira Junior não quis estipular data para desestatização

Wilson Ferreira Junior não quis estipular data para desestatização


/TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL/JC
A Eletrobras registrou um lucro líquido de R$ 5,5 bilhões no segundo trimestre do ano, 305% superior do que o mesmo período de 2018, quando apresentou R$ 1,3 bilhão, divulgou a empresa nesta terça-feira (13). O resultado é fruto principalmente do lucro líquido de R$ 5,2 bilhões referente às operações descontinuadas de distribuição, resultado da reversão do patrimônio líquido negativo da Amazonas Energia, decorrente da privatização da empresa.
A Eletrobras registrou um lucro líquido de R$ 5,5 bilhões no segundo trimestre do ano, 305% superior do que o mesmo período de 2018, quando apresentou R$ 1,3 bilhão, divulgou a empresa nesta terça-feira (13). O resultado é fruto principalmente do lucro líquido de R$ 5,2 bilhões referente às operações descontinuadas de distribuição, resultado da reversão do patrimônio líquido negativo da Amazonas Energia, decorrente da privatização da empresa.
A maior empresa de eletricidade da América Latina teve uma receita operacional líquida de R$ 6,6 bilhões, alta de 12% frente ao mesmo período do ano anterior. A companhia, que controla um terço da geração e metade da capacidade de transmissão do Brasil, teve um lucro líquido de R$ 6,9 bilhões no primeiro semestre de 2019, um aumento de 272% em relação ao lucro líquido de R$ 1,8 bilhão obtido no primeiro semestre de 2018.
"O lucro do primeiro semestre de 2019 é composto pelo lucro líquido das operações continuadas de R$ 1,8 bilhão e pelo lucro líquido de R$ 5,03 bilhões referente às operações descontinuadas de distribuição, destacando a privatização da distribuidora Amazonas Energia, que deixou de ser consolidada pela Eletrobras", informou a empresa em comunicado.
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) deu sinal verde, no começo deste mês de agosto, para que a União saia do controle da Eletrobras. Desde então, serão feitos estudos para definir o modelo de venda de ações da companhia na Bolsa. A expectativa é de que o processo seja realizado ainda neste ano.
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, fez o comunicado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) na semana passada. No documento, ele informa que Bolsonaro concordou com o modelo de capitalização que, quando realizado, levará à saída da União do controle da empresa.
O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, em teleconferência para acionistas nesta terça-feira (13), falou sobre o processo de privatização da empresa. Segundo ele, estudos estão sendo realizados, mas a ideia seria que o caminho fosse por capitalização. "É uma decisão do acionista controlador. Deu autorização para que estudos fossem aprofundados sobre eventual desestatização da Eletrobras. Esse processo de capitalização recomeça agora", apontou.
"A decisão é de capitalização. O que significa? Que a companhia é aberta. Vocês acompanharam a BR Distribuidora. A operação com a Eletrobras é semelhante, não igual. O governo vai lançar novas ações e não vou acompanhar esse aumento de capital. Esse capital entrando vai permitir zerar algumas dívidas", apontou Ferreira Junior.
A privatização da BR Distribuidora ocorreu em 24 julho, após a Petrobras vender o equivalente a R$ 8,6 bilhões em ações da subsidiária de postos de combustíveis. A subsidiária já tinha ações negociadas em Bolsa desde 2017, o que tornou a privatização relativamente mais simples.
Wilson Ferreira não quis estipular uma data para que a privatização tenha início. "O que tenho a BR como modelo é apenas de que o governo saiu do controle. A operação é simples. Precisa ser arquitetada pelo governo", disse ele. Antes de ter aprovação, o projeto ainda deve correr pelo Congresso.
A expectativa é de que o processo de privatização seja realizado até fevereiro, segundo o presidente da Eletrobras. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, fez o comunicado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) na semana passada.
 
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