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Porto Alegre, segunda-feira, 12 de agosto de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

12/08/2019 - 11h43min. Alterada em 12/08 às 11h43min

Sob efeito externo, Ibovespa abre em queda de 2% e opera aos 101.780 pontos

Estadão Conteúdo
O Ibovespa absorve o mau humor externo na abertura da sessão desta segunda-feira (12) e perde mais de 2.000 pontos, operando no nível dos 101 mil pontos. O mercado acionário local é influenciado amplamente por um noticiário negativo global em um contexto já delicado de continuidade da guerra comercial e, por consequência, redução do crescimento mundial.
O Ibovespa absorve o mau humor externo na abertura da sessão desta segunda-feira (12) e perde mais de 2.000 pontos, operando no nível dos 101 mil pontos. O mercado acionário local é influenciado amplamente por um noticiário negativo global em um contexto já delicado de continuidade da guerra comercial e, por consequência, redução do crescimento mundial.
Pesam bastante por aqui notícias negativas da vizinha Argentina, cujas American Depositary Receipts (ADRs) de suas companhias negociadas no mercado de Nova York derretem. Nesta última hora, o fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) argentino Global X MSCI Argentina ETF operava em baixa de mais de 20% nos negócios do pré-mercado em Nova Iorque em razão da derrota do presidente da Argentina, Mauricio Macri, nas primárias.
O movimento ocorre um dia após a chapa de Alberto Fernández, que tem a ex-presidente Cristina Kirchner como vice, ter conquistado 47,34% dos votos, enquanto a coalizão do atual presidente, Mauricio Macri, aparecia com 32,25% do total nas eleições primárias do país. Se o resultado se repetir em outubro, com os 'kirchneristas' acima da marca de 45% dos votos, a oposição levará o pleito já no primeiro turno.
Além disso, seguem no radar o jogo de forças entre Estados Unidos e China. Por um lado, o presidente americano mantém seu discurso contra o país asiático, e, em contrapartida, Pequim revida mostrando do que sua artilharia: desvalorizar o yuan com poder de levar o dólar para a valorização, exatamente o contrário do que Trump quer.
Nesta segunda-feira, o Banco do Povo da China (PBoC) fixou o câmbio a 7,0211 yuans por dólar, a terceira alta seguida acima do patamar de 7,00. Já na Europa, investidores estão ressabiados com novos sinais de colapso da coalizão governista na Itália.
"Os mercados seguirão repercutindo o problema da guerra comercial entre EUA e China. Essa é uma coisa que vai se arrastar até o ano que vem, pois Trump vai usar plataforma de briga para se eleger", avalia um operador.
No Brasil, mais cedo, os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostram que a economia brasileira teve nova alta em junho deste ano, com avanço de 0,30% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal. Foi a segunda elevação registrada no governo de Jair Bolsonaro. Na comparação entre os meses de junho de 2019 e junho de 2018, houve baixa de 1,75% na série sem ajustes sazonais.
Já os economistas ouvidos na pesquisa Focus indicaram redução da taxa básica de juros para 5% no final deste ano ao passo que também baixaram a projeção para a inflação medida pelo IPCA de 3,80% para 3,76%.
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