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Porto Alegre, segunda-feira, 12 de agosto de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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consumo

Edição impressa de 12/08/2019. Alterada em 12/08 às 03h00min

Volume de inadimplentes cresce 1,73% em julho

Para o SPC Brasil, liberação do FGTS neste ano vai ajudar brasileiro a limpar nome ou reduzir pendências

Para o SPC Brasil, liberação do FGTS neste ano vai ajudar brasileiro a limpar nome ou reduzir pendências


FREEPIK.COM/DIVULGAÇÃO/JC
Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que um percentual relevante de pessoas que estão com contas em atraso deve quantias que não chegam a quatro dígitos. Em cada 10 consumidores que começaram o mês de agosto com o CPF inscrito na lista de inadimplentes, quatro (37%) devem até R$ 500,00, e a maioria dos inadimplentes brasileiros (53%) possui dívidas que, somadas, não ultrapassam R$ 1 mil. Outros 20% devem algum valor entre R$ 1 mil e R$ 2,5 mil, ao passo que 16% devem entre R$ 2,5 mil e R$ 7,5 mil. Já as dívidas acima de R$ 7,5 mil são objeto de preocupação de 10% das pessoas que estão negativadas no Brasil. De acordo com o levantamento, cada consumidor inadimplente tem, no geral, duas dívidas em aberto.
Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que um percentual relevante de pessoas que estão com contas em atraso deve quantias que não chegam a quatro dígitos. Em cada 10 consumidores que começaram o mês de agosto com o CPF inscrito na lista de inadimplentes, quatro (37%) devem até R$ 500,00, e a maioria dos inadimplentes brasileiros (53%) possui dívidas que, somadas, não ultrapassam R$ 1 mil. Outros 20% devem algum valor entre R$ 1 mil e R$ 2,5 mil, ao passo que 16% devem entre R$ 2,5 mil e R$ 7,5 mil. Já as dívidas acima de R$ 7,5 mil são objeto de preocupação de 10% das pessoas que estão negativadas no Brasil. De acordo com o levantamento, cada consumidor inadimplente tem, no geral, duas dívidas em aberto.
Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, tendo em vista que muitos brasileiros devem valores relativamente baixos, a liberação dos saques das contas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) servirá, essencialmente, para sanar essas pendências, ajudando o consumidor a voltar ao mercado de crédito. "Os R$ 500,00 podem parecer pouco para alguns, mas é praticamente a metade de um salário-mínimo. Para quem está com contas em atraso, esse recurso extra poderá aliviar o bolso. Mesmo para quem tem uma dívida maior, esse dinheiro pode abater parte do valor do débito e contribuir em uma renegociação com parcelas menores, que possam caber no orçamento", analisa Pellizzaro Junior.
As dívidas relativamente baixas podem ter relação com o tipo de conta que o brasileiro tem deixado atrasar. De acordo com o indicador, considerando somente as contas de serviços básicos como água e luz, houve um crescimento de 16,03% no volume de atrasos em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em segundo lugar, aparecem as dívidas bancárias, como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos e financiamentos, que avançaram 2,25% na mesma base de comparação.
Já as contas de serviços de comunicação, como telefone, internet e TV por assinatura, caíram 19,51%, enquanto os atrasos no crediário ou boleto, geralmente contraídos no comércio, recuaram 4,25%. No total, considerando todos os tipos de dívidas, houve uma pequena retração de 0,91% em julho deste ano, a sétima queda seguida na série histórica.
Embora os atrasos com serviços básicos para o funcionamento da casa tenham crescido mais no mês de julho, a maior parte (53%) das dívidas em aberto no Brasil tem alguma instituição financeira como credor. Já o comércio responde por uma fatia de 17% do total de dívidas. Para o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, para evitar que uma pequena dívida se transforme em uma "bola de neve" impagável, o consumidor deve priorizar o pagamento de dívidas com juros mais elevados, que, geralmente, são as dívidas bancárias.
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