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Porto Alegre, sexta-feira, 09 de agosto de 2019.
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Economia

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Edição impressa de 09/08/2019. Alterada em 09/08 às 03h00min

Dinheiro de leilão do pré-sal não será gasto e reduzirá rombo da União em R$ 52 bilhões

Os recursos do megaleilão do pré-sal marcado para novembro vão entrar no caixa do Tesouro Nacional no final de dezembro e, por isso, não poderá ser usado para bancar gastos do governo federal. De acordo com dois secretários do Ministério da Economia, o dinheiro que ficará com a União é estimado em R$ 52 bilhões e será usado integralmente para reduzir o déficit primário.
Os recursos do megaleilão do pré-sal marcado para novembro vão entrar no caixa do Tesouro Nacional no final de dezembro e, por isso, não poderá ser usado para bancar gastos do governo federal. De acordo com dois secretários do Ministério da Economia, o dinheiro que ficará com a União é estimado em R$ 52 bilhões e será usado integralmente para reduzir o déficit primário.
O governo marcou para o dia 6 de novembro o megaleilão do pré-sal que pode render R$ 106,6 bilhões para os cofres da União. O pagamento dos bônus está previsto para 23 de dezembro. Dessa receita, R$ 33,6 bilhões ficarão com a Petrobras. Estados e municípios terão R$ 10,5 bilhões cada um. Sobrarão R$ 52 bilhões para o governo federal.
Como o dinheiro está previsto para entrar no caixa do Tesouro praticamente na última semana do ano, os recursos não poderão entrar na previsão de gastos do orçamento. "Não posso incluir no orçamento. Se der tudo certo, como não posso gastar, vai ser tudo ganho de primário", afirmou o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida.
"Esse é disparado o maior evento fiscal deste ano. A cessão permite um alívio importante", disse Waldery Rodrigues Júnior, secretário Especial de Fazenda. Os dois participaram de evento organizado pelo banco BTG Pactual.
Se esse valor for descontado de meta de déficit primário de R$ 139 bilhões, o rombo do governo cairia para R$ 87 bilhões. No leilão, o governo oferece quatro descobertas de petróleo feitas pela Petrobras, mas que excedem as áreas concedidas à estatal em troca de ações da empresa no processo de capitalização de 2010, operação conhecida como cessão onerosa.
O secretário Especial de Fazenda afirmou que a partilha desses recursos é uma das nove medidas do Ministério da Economia para tratar da questão federativa, algumas que ainda serão anunciadas.
 
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