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Porto Alegre, quarta-feira, 07 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

07/08/2019 - 11h20min. Alterada em 07/08 às 11h20min

Cautela externa volta a impor queda do Ibovespa, que retoma nível dos 100 mil

Estadão Conteúdo
O respiro da terça-feira (6) do Ibovespa parece ter ficado para trás. O índice iniciou a quarta-feira (7) abaixo dos 102 mil pontos, recuperados na véspera, e logo também abandonou essa marca, indo para os 100 mil pontos. Diante de temores com os efeitos da disputa comercial sino-americana, o dólar avança para perto de R$ 4,00.
O respiro da terça-feira (6) do Ibovespa parece ter ficado para trás. O índice iniciou a quarta-feira (7) abaixo dos 102 mil pontos, recuperados na véspera, e logo também abandonou essa marca, indo para os 100 mil pontos. Diante de temores com os efeitos da disputa comercial sino-americana, o dólar avança para perto de R$ 4,00.
Às 10h55min, o Ibovespa caía 1,45%, aos 100.683,89 pontos. Ontem subiu 2,06%, aos 102.163,69 pontos.
As bolsas de Nova Iorque recuam acima de 1,00%, pois continuam no radar preocupações acerca da disputa comercial entre Estados Unidos e China. Investidores seguem cautelosos diante da falta de sinais de acordo entre as duas potências desde que o governo norte-americano anunciou que elevará tarifas de importação de Pequim. Diante dessa briga, o Banco do Povo da China voltou a desvalorizar o yuan.
Neste cenário, autoridades monetárias seguem agindo. Bancos centrais da Nova Zelândia, Tailândia e Índia cortaram juros. Hoje, o presidente americano, Donald Trump, voltou a cobrar que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) reduza os juros. Trump deseja que o corte seja em dimensão "maior e mais rápido", além de parar o aperto quantitativo.
As commodities voltam a cair, com o petróleo recuando na faixa de 3,00%. Já o minério de ferro teve declínio superior a 4% no mercado chinês nesta quarta-feira. Além dos temores relacionados à possibilidade de uma guerra comercial, um operador cita que especificamente a queda do minério também reflete preocupações com a produção. "O preço também estava esticado, chegando a superar US$ 120 a tonelada", diz. Hoje, caiu 4,35% no mercado de Qingdao, na China, fechando pouco acima de US$ 90.
Dos 66 ativos da B3, apenas seis operavam em alta perto das 10h50min, com destaque para Raia Drogasil ON, em torno de 4,00%, após resultado do segundo trimestre agradar aos investidores. Papéis de companhias com peso importante na B3 cediam acima de 3,00%, caso de Petrobras PN (-3,05%), enquanto os da Vale ON caiam mais que 1,00%, diante da forte queda das commodities.
Para um operador, a expectativa de aprovação dos destaques da reforma previdenciária hoje não deve aliviar os negócios. Pouco mais depois da meia-noite desta quarta, a Câmara dos Deputados aprovou o texto-base da reforma em segundo turno. O projeto teve 370 votos a favor e 124 contra. O resultado foi bem próximo ao do primeiro turno O encerramento das discussões deve ocorrer hoje.
Conforme ressalta a MCM Consultores, o avanço da reforma da Previdência na Câmara veio em linha com o esperado. Já o operador acrescenta que o noticiário político pode ter pouca influência na Bolsa daqui para frente, já que a aprovação da reforma previdenciária é dada como certa. "Assim que tivermos novidades sobre a reforma tributária e o processo de privatização, poderemos ver a Bolsa avançando", diz.
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