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Porto Alegre, segunda-feira, 05 de agosto de 2019.
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Alterada em 05/08 às 19h23min

Bolsas de Nova Iorque têm pior variação porcentual intraday de 2019, com tensão EUA-China

Estadão Conteúdo
As bolsas de Nova Iorque fecharam no negativo, registrando nesta segunda-feira (5), seu pior desempenho porcentual intraday de 2019. A nova escalada das tensões entre Estados Unidos e China intensificou o clima de forte aversão a risco nos mercados, repercutindo as tarifas americanas anunciadas na semana passada e os ataques do presidente Donald Trump à política cambial chinesa.
As bolsas de Nova Iorque fecharam no negativo, registrando nesta segunda-feira (5), seu pior desempenho porcentual intraday de 2019. A nova escalada das tensões entre Estados Unidos e China intensificou o clima de forte aversão a risco nos mercados, repercutindo as tarifas americanas anunciadas na semana passada e os ataques do presidente Donald Trump à política cambial chinesa.
O índice Dow Jones caiu 2,90% para 25.717,74 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 2,98% para 2.844,74 pontos e o Nasdaq fechou em baixa de 3,47%, aos 7.726,04 pontos, firmando-se abaixo da marca psicológica de 8 mil pontos. Esta foi a quinta sessão consecutiva de fechamento negativo dos três índices.
Retomando a retórica de acusações contra a China, Trump criticou a política cambial do governo chinês após o dólar registrar seu maior valor ante o yuan desde 2008, chegando a superar a marca de 7 yuans por dólar. "A China sempre usou manipulação cambial para roubar nossos negócios e indústrias e prejudicar nossos empregos", publicou o presidente em sua conta no Twitter.
O chefe de Estado americano disse que a desvalorização artificial do yuan é uma "grande violação" que irá enfraquecer o país asiático, aproveitando a oportunidade para pressionar novamente o banco central dos EUA a relaxar sua política monetária. "Vocês estão ouvindo, Federal Reserve?", escreveu.
Autoridades chinesas negam o uso de desvalorização cambial para lidar com "perturbações externas, como disputas comerciais". O presidente do Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês), Yi Gang, ressaltou que várias moedas se enfraqueceram ante o dólar neste mês e afirmou que a taxa de câmbio do yuan está "em um nível apropriado", segundo comunicado divulgado nesta segunda.
Na visão do JPMorgan, a desvalorização do yuan é uma das vantagens chinesas na guerra tarifária, balanceando a elevação dos preços. Além disso, a China "interrompeu completamente algumas importações dos EUA - efetivamente, uma tarifa infinita", escrevem os economistas Joseph Lupton e Olya Borichevska, destacando que as exportações chinesas aos EUA têm tido melhor desempenho que as americanas à China.
Todos os subíndices do S&P 500 fecharam a sessão no vermelho. O setor de tecnologia recuou 4,07%, com fortes baixas da Apple (-5,23%) e IBM (-4,41%), enquanto o de serviços financeiros, que caiu 3,25%, registrou perdas expressivas do Bank of America (-4,42%), Morgan Stanley (-3,87%) e Citi (-3,59%). No setor de energia, que perdeu 2,97%, ConocoPhillips (-3,17%), Chevron (-1,65%) e ExxonMobil (-2,05%) estiveram entre as baixas significativas.
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