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Porto Alegre, segunda-feira, 05 de agosto de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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finanças

Edição impressa de 05/08/2019. Alterada em 05/08 às 08h37min

Lojistas esperam impulso de vendas com saques do FGTS

Muitas pessoas voltarão a estar aptas a ter crédito, disse Bohn

Muitas pessoas voltarão a estar aptas a ter crédito, disse Bohn


/FREDY VIEIRA/arquivo/JC
Carlos Villela
A liberação do saque de contas ativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) gerou uma expectativa positiva no varejo gaúcho para movimentar as vendas. A medida provisória, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) no dia 24 de julho, altera as regras de saque e permite sacar um valor de até R$ 500,00 por conta, ativa ou inativa, a partir de setembro. Deste modo, o Ministério da Economia espera um aumento de aproximadamente 0,35% no Produto Interno Bruto brasileiro. Além disso, também foi criado o Saque Aniversário, no qual, a partir de abril de 2020, o trabalhador poderá fazer um saque anual, se assim optar.
A liberação do saque de contas ativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) gerou uma expectativa positiva no varejo gaúcho para movimentar as vendas. A medida provisória, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) no dia 24 de julho, altera as regras de saque e permite sacar um valor de até R$ 500,00 por conta, ativa ou inativa, a partir de setembro. Deste modo, o Ministério da Economia espera um aumento de aproximadamente 0,35% no Produto Interno Bruto brasileiro. Além disso, também foi criado o Saque Aniversário, no qual, a partir de abril de 2020, o trabalhador poderá fazer um saque anual, se assim optar.
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Oscar Frank, economista-chefe da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA), acredita que a liberação do saque do FGTS dará um fôlego de curto prazo na economia. Segundo estudo da entidade, a liberação de R$ 28 bilhões neste ano e R$ 12 bilhões em 2020 representaria, proporcionalmente, a possibilidade de saque de R$ 1,86 bilhão agora e R$ 798,5 milhões em saque no ano que vem no Estado. Assim, a expectativa é que os saques parciais permitam que R$ 2,66 bilhões estejam nas mãos da população gaúcha. Contudo, segundo Frank, "nem todos esses recursos se transformarão em consumo".
O estudo trabalha com dois outros cenários além do consumo: o trabalhador aplicar o valor sacado na poupança ou utilizá-lo para quitar dívidas - e essa última possibilidade também é de interesse dos varejistas. De acordo com a última Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), 69,4% das famílias gaúchas estão endividadas, o maior índice desde fevereiro de 2018. Desse total, 78,1% tem no cartão de crédito o principal fator do endividamento. Entretanto, a taxa de inadimplência no crédito para pessoas físicas no Estado é de 2,35%, o menor da série histórica.
"O saque de até R$ 500,00, além de ter um efeito direto sobre o consumo, deve tornar aptos muitos indivíduos a voltar ao mercado de crédito", afirma Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS. Bohn acredita que o uso do dinheiro sacado do FGTS para a regularização de dívidas tem um efeito positivo, "mesmo que moderado, uma vez que, ao limpar seu nome, quitando a totalidade de suas dívidas, o consumidor tem a possibilidade de se qualificar para tomar novo crédito e voltar a consumir".
Ricardo Dietrich, presidente da Associação Gaúcha para o Desenvolvimento do Varejo (AGV), diz que há a expectativa do impulso econômico, mas alerta que o varejista deve se planejar e promover ações para atrair o consumo. "Aquele que esperar o cliente vai ficar para trás", conclui.
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