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Porto Alegre, quinta-feira, 01 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Logística

Edição impressa de 01/08/2019. Alterada em 31/07 às 21h44min

Atraso interrompe obras de melhorias na ERS-142

Restauro dos 18 quilômetros da estrada foi anunciado na Expodireto

Restauro dos 18 quilômetros da estrada foi anunciado na Expodireto


/DAER/DIVULGAÇÃO/JC
Thiago Copetti
Anunciada com destaque pelo governador Eduardo Leite durante a Expodireto, em março, em Não-Me-Toque, as obras de melhorias da ERS-142 animaram produtores, indústrias e moradores da região norte do Estado em geral. O discurso empolgou o público, mas a concretização do restauro dos 18 quilômetros, esperados há 40 anos, ficou pelo caminho.
Anunciada com destaque pelo governador Eduardo Leite durante a Expodireto, em março, em Não-Me-Toque, as obras de melhorias da ERS-142 animaram produtores, indústrias e moradores da região norte do Estado em geral. O discurso empolgou o público, mas a concretização do restauro dos 18 quilômetros, esperados há 40 anos, ficou pelo caminho.
Na abertura da Expodireto, Leite chegou a anunciar que as obras iniciariam no próximo ainda março, o que realmente ocorreu, com previsão de entrega em aproximadamente três meses. De acordo com a Secretaria de Logística e Transporte do Estado, no entanto, o excesso de chuva na região levou ao atraso do cronograma estendido, o que seria um dos fatores que inviabilizou a Mac Engenharia, responsável pela obra, atender o prazo. Apesar de ter conseguido junto ao Banco Mundial a prorrogação do prazo para conclusão da obra de 28 de fevereiro para 31 de maio, os 90 dias extras não foram suficientes para a entrega do prometido. Sem mais possibilidades de ampliação, os R$ 20 milhões do Banco Mundial não mais virão, ao menos na integra. Agora o desafio do governo é encontrar recursos para finalizar o que já foi feito, o que não será fácil dado a atual situação financeira do caixa estadual.
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De acordo a secretaria, como a empresa contratada não conseguiu concluir os trabalhos dentro do prazo, os recursos não foram totalmente utilizados, apenas o valor correspondente aos serviços efetivamente executados, relativos a aproximadamente 40% do total. Como o atraso não teria sido responsabilidade direta da empresa, de acordo com a assessoria de comunicação, o governo não deverá entra com nenhum tipo de ação contra a MAC Engenharia para possíveis reparações e não haverá penalização da empresa contratada, que receberá apenas os valores correspondentes aos serviços executados. Procurada, a MAC Engenharia não retornou ao pedido de entrevista feita pelo Jornal do Comércio até o final desta edição.
A notícia de que não estão mais garantidos os recursos para concluir as melhorias nos 18 km que ligam a região, posteriormente, à BR-386 e, consequentemente, ao Porto do Rio Grande, gerou frustração entre quem aguardava o fim das obras. Além de ser importante para a escoar a safra de grãos, explica o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, a estrada também é importante para o setor metalmecânico e para moradores em geral, especialmente estudantes que transitam diariamente ente Não-Me-Toque e proximidades para estudar em universidade de Carazinho e Passo Fundo.
"Esse trecho tem muitos acidentes e mortes, o que é muito pior do que os problemas econômicos. Lamentamos muito que a obra tenha parado, com cerca de 50% prontos e que já fizeram diferença na segurança da estrada. Mas temos convicção de que o governo encontrará uma forma de finalizá-la", pondera Mânica.

A rodovia e o futuro da obra

Com tráfego médio de 4 mil veículos diariamente, a rodovia estava sendo ampliada para aumentar a ampliação capacidade de fluxo, ter mais segurança viária e aumentar o potencial de desenvolvimento da região.

Para a continuidade dos trabalhos, o Estado afirma que deverá disponibilizar recursos próprios, do Tesouro. Para isso, com uma reprogramação da obra, com base na disponibilidade de recursos financeiros.

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