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Porto Alegre, quinta-feira, 25 de julho de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Edição impressa de 25/07/2019. Alterada em 25/07 às 03h00min

Menor demanda prejudica setor industrial, diz Fiergs

A fraca demanda interna foi o principal entrave enfrentado pela indústria gaúcha no segundo trimestre do ano, aponta a Sondagem Industrial, divulgada ontem pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Assinalada por 50% dos pesquisados, pulou do segundo para o primeiro lugar, já que, no trimestre anterior, havia sido apontada por 38% dos entrevistados. A elevada carga tributária, normalmente o maior problema da indústria, perdeu 5,9 pontos percentuais, e, mesmo assim, teve a segunda indicação, com 41,6% das respostas (contra 47,5% do período entre janeiro e março). "Apesar do resultado apresentado nesse trimestre, a tendência para a indústria gaúcha, na avaliação dos empresários, segue favorável, a julgar pelos indicadores de expectativas", afirma o presidente da Fiergs, Gilberto Petry.
A fraca demanda interna foi o principal entrave enfrentado pela indústria gaúcha no segundo trimestre do ano, aponta a Sondagem Industrial, divulgada ontem pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Assinalada por 50% dos pesquisados, pulou do segundo para o primeiro lugar, já que, no trimestre anterior, havia sido apontada por 38% dos entrevistados. A elevada carga tributária, normalmente o maior problema da indústria, perdeu 5,9 pontos percentuais, e, mesmo assim, teve a segunda indicação, com 41,6% das respostas (contra 47,5% do período entre janeiro e março). "Apesar do resultado apresentado nesse trimestre, a tendência para a indústria gaúcha, na avaliação dos empresários, segue favorável, a julgar pelos indicadores de expectativas", afirma o presidente da Fiergs, Gilberto Petry.
A demanda externa insuficiente se tornou, entre abril e junho de 2019, o terceiro problema da indústria: 20,1%, 5,5 pontos percentuais acima dos três primeiros meses do ano, seguida da falta de capital de giro (19,6% das respostas) e da competição desleal (18,7%).
A sondagem relativa ao segundo trimestre apurou também aumento da insatisfação das empresas com a situação financeira e com a margem de lucro em relação ao mesmo período anterior. Os índices, que variam de 0 a 100 pontos, sendo que valores maiores que 50 indicam satisfação, caíram 4,4 (para 43,9) e 3,3 pontos (para 37,5), respectivamente. O crédito também ficou mais restrito, com a queda do indicador de acesso passando de 39,9 para 39 pontos.
Mesmo com o quadro negativo revelado no segundo trimestre de 2019, o que juntamente com os resultados apontados pela sondagem entre janeiro e março indicam perda de dinamismo da indústria ao final do primeiro semestre, a tendência, na avaliação dos empresários, segue favorável, com indicadores de expectativas acima dos 50 pontos. O setor projeta crescimento da demanda ( 1,1 ponto, para 56,8 pontos), das exportações ( 0,1 ponto, para 52,9) e das compras de matérias-primas ( 0,7 ponto, para 53,9) nos próximos seis meses. Porém isso deve se dar com baixo investimento, já que a intenção dos empresários ainda está abaixo dos 50 pontos (49,3), e sem abertura de novas vagas na indústria gaúcha, pois o indicador de emprego previsto atingiu 49,5.
Em junho, ante maio, o indicador de produção caiu de 49,1 para 43,2 pontos, e o de emprego, de 47,5 para 45,8. Abaixo de 50 pontos, os valores revelam queda. Outro sinal do baixo nível da atividade no mês passado foi o aumento da ociosidade em relação a maio. Os dois indicadores de Utilização da Capacidade Instalada (UCI) mostraram queda no período: o grau médio (de 68% para 66%) e o índice de UCI em relação ao nível usual (de 41 para 38,1 pontos).
 
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