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Porto Alegre, sexta-feira, 12 de julho de 2019.
Dia do Engenheiro Florestal.

Jornal do Comércio

Economia

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Comércio Exterior

Edição impressa de 12/07/2019. Alterada em 12/07 às 00h49min

Exportações gaúchas caem 0,6% no primeiro semestre

Setores de alimentos, máquinas e veículos foram destaques negativos

Setores de alimentos, máquinas e veículos foram destaques negativos


/THIAGO COPETTI/ESPECIAL/JC
As exportações da indústria gaúcha somaram US$ 6,2 bilhões no primeiro semestre, uma redução de 0,6% sobre o mesmo período de 2018, segundo divulgou, nesta quinta-feira, a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Se considerada, porém, a operação de uma plataforma registrada como exportação para a Holanda, em fevereiro do ano passado, no valor de US$ 1,534 bilhão, esta queda aumenta, chegando a 3,7%.
As exportações da indústria gaúcha somaram US$ 6,2 bilhões no primeiro semestre, uma redução de 0,6% sobre o mesmo período de 2018, segundo divulgou, nesta quinta-feira, a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Se considerada, porém, a operação de uma plataforma registrada como exportação para a Holanda, em fevereiro do ano passado, no valor de US$ 1,534 bilhão, esta queda aumenta, chegando a 3,7%.
À exceção de maio, quando o desempenho das exportações gaúchas foi influenciado pela base de comparação deprimida em razão da greve dos caminhoneiros do ano passado, o recuo nas vendas externas está disseminado por diferentes setores. Quem contribuiu significativamente para o resultado negativo no acumulado do ano até junho foi o segmento de alimentos, que representa 14% do total da pauta exportadora, e caiu 16,7%, influenciado pela diminuição nas vendas de farelo e óleo, produtos derivados da soja. O segmento de máquinas e equipamentos desabou 40%, e veículos automotores, 21,2%. A Argentina, que passa por grave crise econômica, é a grande responsável pelo recuo na aquisição de bens dessas duas categorias, diminuição agregada de US$ 299 milhões em relação ao mesmo período de 2018.
O quadro das exportações de produtos industriais do Rio Grande do Sul só não é mais grave porque coque e derivados (462,5%), celulose e papel (61,6%) e tabaco (27,2%) obtiveram um expressivo crescimento. A grande elevação em coque e derivados se deu pela base de comparação baixa de 2018, enquanto o resultado da celulose deve-se, exclusivamente, ao valor atípico embarcado em janeiro (US$ 423 milhões). Já o bom desempenho de produtos do tabaco está relacionado a fatores logísticos.
Assim como as exportações, as importações responderam à atividade econômica mais moderada e recuaram fortemente nos seis primeiros meses, especialmente em bens intermediários (-5,4%), combustíveis e lubrificantes (-33,3%) e bens de consumo (-44%). Houve crescimento apenas dos bens de capital (3,7%).
Na comparação mensal, as exportações do setor secundário do Rio Grande do Sul somaram US$ 917 milhões, queda de 4% ante junho de 2018. Entre as categorias da indústria, celulose e papel (-31,5%), máquinas e equipamentos (-28,8%), couro e calçados (-25,9%) e tabaco (-12,3%) anotaram os maiores recuos. Queda que foi parcialmente compensada pelos embarques do segmento de alimentos (33,5%), favorecido pela base de comparação deprimida ainda por conta da greve dos caminhoneiros.
As importações mensais também assinalaram queda, de 17,4% em relação a junho do ano passado, totalizando US$ 805 milhões. 
 
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