Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 11 de julho de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

mercado financeiro

Alterada em 11/07 às 11h15min

Ajustes e risco de desidratação na Previdência empurram Ibovespa para baixo

Estadão Conteúdo
Depois de cinco dias de valorização, o Ibovespa cai nesta quinta-feira (11) a despeito da aprovação do texto-base da proposta de reforma previdenciária na quarta-feira. Foram 379 votos favoráveis e 131 contrários. O resultado surpreendeu o governo. Porém, o temor de desidratação em pontos da reforma gera certa cautela na Bolsa. Na quarta, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou a sessão antes do esperado pois havia possibilidade de mudanças nas regras de aposentadoria dos professores, que poderiam comprometer a economia fiscal.
Depois de cinco dias de valorização, o Ibovespa cai nesta quinta-feira (11) a despeito da aprovação do texto-base da proposta de reforma previdenciária na quarta-feira. Foram 379 votos favoráveis e 131 contrários. O resultado surpreendeu o governo. Porém, o temor de desidratação em pontos da reforma gera certa cautela na Bolsa. Na quarta, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou a sessão antes do esperado pois havia possibilidade de mudanças nas regras de aposentadoria dos professores, que poderiam comprometer a economia fiscal.
Às 10h57min, o Ibovespa caía 0,14%, aos 105.670,44 pontos, após encerrar em recorde de pontuação na quarta (105.817,06), com alta de 1,23%. Para o economista da MCM, as perspectivas são positivas para a bolsa. O Bank of America (BofA) Merrill Lynch mantém previsão de Ibovespa a 120 mil pontos no final do ano.
Nesta manhã, a Câmara suspendeu o início dos trabalhos por conta do baixo quórum. A sessão deve ser retomada no final da manhã. Algumas alterações já acordadas ainda podem ser revistas, como o tempo de contribuição de mulheres e regras de aposentadoria para policiais.
Apesar da abertura em alta das bolsas em Nova Iorque, o Ibovespa recua e, ao contrário do dia anterior, várias ações têm queda, com destaque para perdas acima de 1,00% do índice que mede os papéis do setor financeiro na B3. Eletrobras, por sua vez, sobe em torno de 0,50%. Da mesma forma, a alta dos papéis da Petrobras, 1,20% (ON) e 0,6% (PN), ajuda a limitar a queda do Ibovespa, bem como Sabesp. Os papéis da companhia avançam mais de 5%, após entrevista do governador de São Paulo, João Doria, nesta manhã em Londres, dizendo que a privatização da empresa é a melhor opção.
O economista Antônio Madeira, da MCM Consultores, não descarta a hipótese de mais um dia positivo na B3. "O resultado surpreendente da votação do texto-base pode animar mais uma vez. Nem o mais otimista esperava aquele número de votos", afirma. Para ele, a eventual desidratação de alguns pontos da proposta de reforma da Previdência tende a ter pouca influência sobre os negócios. "Já deve estar no preço", diz.
Conforme Madeira, o externo favorável para os ativos de risco, ainda ecoando o sinal 'dovish' do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, na quarta, também ajuda a limitar as perdas na Bolsa. A expectativa é que o Fed corte a taxa de juros dos EUA no fim deste mês.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia