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mercado financeiro

- Publicada em 17h54min, 08/07/2019. Atualizada em 17h54min, 08/07/2019.

Bolsas de Nova Iorque fecham em baixa com Fed e alertas do Morgan Stanley no foco

Nasdaq teve o pior rendimento com queda de 0,78%

Nasdaq teve o pior rendimento com queda de 0,78%


TIMOTHY A. CLARY/AFP/JC
Os principais indicadores acionários americanos encerraram o pregão desta segunda-feira (8), em baixa, depois que o Morgan Stanley diminuiu sua exposição a ações globais ao apontar preocupação com o crescimento da economia mundial. A perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) não efetuará reduções tão profundas quanto o esperado em suas taxas de juros também continuou no radar dos agentes, embora os investidores tenham optado pela venda de ações de bancos diante de preocupações globais com o Deutsche Bank.
Os principais indicadores acionários americanos encerraram o pregão desta segunda-feira (8), em baixa, depois que o Morgan Stanley diminuiu sua exposição a ações globais ao apontar preocupação com o crescimento da economia mundial. A perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) não efetuará reduções tão profundas quanto o esperado em suas taxas de juros também continuou no radar dos agentes, embora os investidores tenham optado pela venda de ações de bancos diante de preocupações globais com o Deutsche Bank.
Na Bolsa de Valores de Nova Iorque (Nyse), o índice Dow Jones fechou em queda de 0,43%, aos 26.806,14 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,48%, para 2.975,94 pontos. Já o eletrônico Nasdaq, que chegou a perde mais de 1% durante a tarde, encerrou o dia em baixa de 0,78%, com 8.098,38 pontos.
Enquanto aguardam depoimentos do presidente do Fed, Jerome Powell, no Congresso americano nesta semana, os investidores continuaram a repercutir a possibilidade de o banco central americano não cortar os juros de forma bastante agressiva. Os contratos futuros dos Fed funds, compilados pelo CME Group, continuaram a indicar 100% de possibilidade de redução das taxas de juros no fim deste mês, com 94,1% das apostas indicando corte de 25 pontos-base. "Todo mundo está um pouco contagiado com o payroll mais forte do que o esperado. A multidão que esperava um corte de 50 pontos-base foi definitivamente abatida", afirmou o estrategista sênior de mercados da LPL Financial, Ryan Detrick.
Expectativas de juros mais baixos e de um alívio nas tensões comerciais impulsionaram os índices acionários nova-iorquinos a máximas históricas alcançadas na semana passada. O movimento dos mercados, contudo, tem preocupado analistas. O estrategista Andrew Sheets, do Morgan Stanley, expressou que não vê um ambiente muito positivo para as ações globais nos dias de hoje e, por isso, o banco americano reduziu sua exposição em bolsas mundiais para "underweight" (abaixo da média do mercado). De acordo com o Morgan Stanley, há um cenário de enfraquecimento da economia global, que vem sendo sinalizado pela fraqueza dos preços das commodities e pelos índices de gerentes de compras (PMIs, na sigla em inglês) mundiais.
Papeis de bancos, que tendem a sofrer as consequências de uma economia mais branda, apresentaram perdas generalizadas, ainda na esteira das preocupações com o Deutsche Bank, que anunciou novas medidas de reestruturação, que incluem o corte de 18 mil empregos. As ações do Goldman Sachs recuaram 1,03% e as do JPMorgan cederam 0,55%.
No noticiário corporativo, os papéis da Boeing fecharam em queda de 1,33%, depois que a companhia perdeu um contrato com a Arábia Saudita, ainda na esteira dos acidentes com aeronaves do modelo 737 Max. Já as ações da Apple cederam 2,06%, embora tenham se mantido acima da marca simbólica de US$ 200, após a fabricante de iPhones ter sua recomendação cortada pela Rosenblatt Securities. "Acreditamos que a Apple enfrentará uma deterioração fundamental nos próximos seis a 12 meses", escreveu o analista Jun Zhang, ao apontar que o iPhone XS pode ter sido um dos modelos de iPhone menos vendidos da história da Apple e ao ressaltar que as vendas globais de smartphone da companhia parecem ter ficado estáveis entre maio e junho.
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