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Cooperativismo

- Publicada em 21h30min, 03/07/2019. Atualizada em 09h53min, 04/07/2019.

Cooperativas gaúchas crescem 12,13% em 2018

Maior expansão foi registrada no setor agrícola, que somou patrimônio líquido de R$ 5 bilhões

Maior expansão foi registrada no setor agrícola, que somou patrimônio líquido de R$ 5 bilhões


/WENDERSON ARAUJO/TRILUX/CNA/DIVULGAÇÃO/JC
Adriana Lampert
Com faturamento recorde de R$ 48,2 bilhões em 2018, as 437 cooperativas gaúchas dos 13 ramos de atividades econômicas registraram incremento de 12,13% em relação a 2017.
Com faturamento recorde de R$ 48,2 bilhões em 2018, as 437 cooperativas gaúchas dos 13 ramos de atividades econômicas registraram incremento de 12,13% em relação a 2017.
Os segmentos que apresentaram melhor desempenho foram os de agronegócios, crédito e saúde, conforme balanço apresentado pelo presidente da Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs), Vergílio Perius, durante sua palestra no evento Tá Na Mesa, ocorrido na Federasul ontem. Na ocasião, a presidente da entidade, Simone Leite, parabenizou o dirigente pelo resultado significativo. "Saudamos o cooperativismo gaúcho, que através do seu trabalho gera empregos e movimenta a economia, mesmo com a crise econômica que estamos vivendo", afirmou.
O maior crescimento foi o do agronegócio, com o aumento para R$ 5 bilhões (patrimônio líquido), graças ao estoque de soja que sobrou da safra de 2017. Em faturamento, o segmento inflou 19,22% alcançando patamar de R$ 31,7 bilhões. Nas sobras apuradas, o aumento foi de 45,6% com um total de R$ 546,9 milhões. "Foi atípico", admitiu o presidente da Fecoagro-RS, Paulo Pires.
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"O segmento está com custos mais altos, inclusive dos insumos, enquanto os preços estão mais baixos. Isso significa que o crescimento de 2019 será mais equilibrado", destacou. Os ativos das cooperativas agropecuárias no ano passado foram de R$ 17,8 bilhões.
O sistema de crédito também teve expansão importante de 24%. "As cooperativas do segmentos têm tamanha solidez que o nosso principal concorrente não é uma instituição bancária, mas sim o desconhecimento da população", afirmou o presidente da Sicredi União Metropolitana RS, Ronaldo Sielichow. Ele opinou que "a confiança dos associados" no sistema cooperativista tem ampliado a credibilidade do segmento.
"Nosso diferencial é que além de agregarmos renda, também melhoramos a qualidade de vida das pessoas, com programas direcionados para toda a família." Somando 86 cooperativas no Estado, o segmento de crédito registrou faturamento de R$ 7,6 bilhões em 2018 e R$ 1,3 bilhão em sobras.
Na visão de Perius, quem mais puxou o crescimento foram as cooperativas de eletrificação rural, ao fazerem investimentos, principalmente em internet, e levando novidades que permitem a permanência dos mais jovens no campo. Segundo o dirigente, "a eficiência econômica de todas as cooperativas gaúchas também se evidencia através do crescimento de 18,49% nas sobras apuradas", atingindo o valor de R$ 2,1 bilhões.
Em patrimônio líquido, as cooperativas alcançaram R$ 15,8 bilhões, uma expansão de 12,61% em relação ao ano anterior. Em relação aos ativos, o acréscimo foi de 7,34%, atingindo o valor de R$ 74,3 bilhões.
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Planejamento e presença de associados contribuíram para desempenho

Perius esteve na Federasul
Perius esteve na Federasul
/LUIZA PRADO/JC
Um dos pontos que colaborou para o bom desempenho das cooperativas foram os investimentos melhor planejados, inclusive com voto dos associados, que também estiveram mais presentes em assembleias. "É o tipo de prevenção que se faz quando a economia está em crise", observou Vergílio Perius, presidente da Ocergs. Foram 15 mil núcleos de sócios em todo o Estado, o que equivale a 150 mil pessoas que participam ativamente opinando sobre os investimentos em suas comunidades nos últimos quatro anos, período em que as cooperativas registraram crescimento no faturamento na ordem de 54,63%, o que equivale a 11,60% por ano.
"Quando melhora o resultado das cooperativas, o dinheiro é investido no município", destacou Perius. O dirigente observa que desde 2015 o setor não realiza demissões. "Pelo contrário, geramos 5 mil empregos neste período, graças aos investimentos realizados." Ao todo, as 437 cooperativas do sistema Ocergs geram 63,8 mil empregos diretos, sendo que a maioria (90,7%) das vagas concentra-se nos ramos agropecuário, de saúde e de crédito. Sobre as reivindicações do setor cooperativista, Perius destacou que o governo federal precisa ter um olhar mais atento ao acesso do sinal de internet para a população rural para que o cooperado não precise se deslocar por vários quilômetros para emitir a nota fiscal eletrônica. "Além disso, apesar de nossos jovens quererem continuar no campo, a internet é um importante atrativo para que eles permaneçam lá", frisou.
 
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