Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 03 de julho de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Indústria Automotiva

03/07/2019 - 11h28min. Alterada em 03/07 às 11h54min

Justiça homologa plano de recuperação da Comil

 demissões na Comil crédito Sindicato dos Metalúrgicos de Erechim ...

demissões na Comil crédito Sindicato dos Metalúrgicos de Erechim ...


SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE ERECHIM /DIVULGAÇÃO/JC
Um dos processos de recuperação judicial (RJ) que mais geram expectativa no Rio Grande do Sul devido ao impacto local, o da Comil, fabricante de ônibus com sede em Erechim, teve um passo decisivo para implementação de medidas para reversão das dificuldades. A Justiça homologou o plano de RJ nessa quarta-feira (3). No ano passado, a produção da Comil cresceu 29% e a receita atingiu R$ 300 milhões, informou a assessoria jurídica da RJ. O processo teve início em 2016.
Um dos processos de recuperação judicial (RJ) que mais geram expectativa no Rio Grande do Sul devido ao impacto local, o da Comil, fabricante de ônibus com sede em Erechim, teve um passo decisivo para implementação de medidas para reversão das dificuldades. A Justiça homologou o plano de RJ nessa quarta-feira (3). No ano passado, a produção da Comil cresceu 29% e a receita atingiu R$ 300 milhões, informou a assessoria jurídica da RJ. O processo teve início em 2016.
A homologação ocorre sobre plano que foi aprovado pelos credores em assembleia em 25 de abril. A partir de agora, as medidas começam a ser implementadas com dois anos de execução. Em fim de abril, a empresa somava 1.050 empregados e fabricava, em média, cinco ônibus por dia.
O auge das dificuldades da empresa, com graves impactos para a economia da região, foi setembro de 2016, pouco antes de ingressar com o processo na Justiça, quando cerca de 850 funcionários foram demitidos em Erechim.
“As condições de pagamento propostas pela Comil e aprovadas pelos credores resultam em um cenário favorável para o efetivo cumprimento do plano e continuidade da empresa”, afirma o advogado Silvio Luciano Santos, sócio do escritório Medeiros, Santos & Caprara (MSC), que lidera as negociações com credores.
A empresa tem dívida de R$ 438 milhões. O plano prevê pagamentos "com prazo de até 23 anos e meio e deságio de 95% em algumas situações”, explica Guilherme Caprara, do MSC. Segundo os advogados, formas de pagamento diferenciadas são previstas para trabalhadores, fornecedores estratégicos, fabricantes de chassis e credores financeiros parceiros.
Trabalhadores e credores financeiros receberão valores recebidos do Ministério da Justiça. O MSC garante que a indústria tem "honrado todos os pagamentos de funcionários, fornecedores, clientes e agentes públicos" desde a instauração do processo de RJ.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia