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Porto Alegre, segunda-feira, 01 de julho de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

Edição impressa de 01/07/2019. Alterada em 01/07 às 03h00min

Com juro menor, investidor precisa se adaptar ao risco, aconselham especialistas

Sem poder contar com altas taxas de juros para multiplicar seu patrimônio, os investidores brasileiros começam a se movimentar em direção a ativos mais arriscados em busca de maiores ganhos. O fenômeno é observado, por exemplo, no aumento de pessoas físicas com ações na B3, número que atingiu 1,1 milhão em maio, último dado disponível.
Sem poder contar com altas taxas de juros para multiplicar seu patrimônio, os investidores brasileiros começam a se movimentar em direção a ativos mais arriscados em busca de maiores ganhos. O fenômeno é observado, por exemplo, no aumento de pessoas físicas com ações na B3, número que atingiu 1,1 milhão em maio, último dado disponível.
De acordo com especialistas, muito desse crescimento é explicado pela tentativa em compensar a queda da rentabilidade obtida com a renda fixa, já que a Selic, em 6,5% ao ano, está no menor nível histórico. Se em outros anos era possível ganhar quase 1% ao mês sem correr grandes riscos, hoje o rendimento com os juros mal fica acima da inflação.
"Estamos vivendo o que o americano e o europeu viveram 30 anos atrás. Eles tinham um bom retorno com aplicações em títulos de governo e de bancos. Com a estabilidade econômica, você tem um fenômeno de valorização do mercado de capitais. Claro que lá há investimentos em títulos hoje, mas grande parte é em ações", afirma o diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel de Oliveira.
"No Brasil, durante muitos anos, a bolsa só tinha grandes investidores, a classe média ficava nos juros, acomodada com o alto retorno. Agora os juros menores vieram para ficar, vamos conviver com taxas mais baixas", avalia o diretor da Anefac.
A busca por mais risco pode ser verificada até mesmo dentro da renda fixa: os chamados pós-fixados, papéis cuja remuneração acompanha a Selic, como o Certificado de Depósito Bancário (CDB) ou o Tesouro Selic (antiga LFT), têm perdido espaço para os que pagam taxas prefixadas. Em maio de 2018, o papel mais volátil entre os títulos públicos, o Tesouro IPCA (antiga NTN-B), representava uma fatia de apenas 28% dos papéis vendidos pelo Tesouro Direto, plataforma de negociação dos títulos do governo.
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