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agronegócios

- Publicada em 20h46min, 26/06/2019. Atualizada em 20h45min, 26/06/2019.

Banco do Brasil tem R$ 13,6 bi para safra gaúcha

Carteira do agronegócio do banco soma R$ 19,4 bilhões no Estado

Carteira do agronegócio do banco soma R$ 19,4 bilhões no Estado


/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Guilherme Daroit
Dos R$ 103 bilhões disponibilizados pelo Banco do Brasil (BB) aos agricultores para a safra 2019/20, R$ 13,6 bilhões têm como destino o Rio Grande do Sul. Ao todo, serão ofertados R$ 11,8 bilhões para operações de custeio e comercialização, e outro R$ 1,8 bilhão para investimentos no campo. Caso o total dos créditos seja efetivamente tomado pelos produtores, o valor representará uma alta de 20% sobre o montante emprestado em 2018/19, ano-safra finalizado com R$ 11,3 bilhões em empréstimos do banco federal à agricultura gaúcha.
Dos R$ 103 bilhões disponibilizados pelo Banco do Brasil (BB) aos agricultores para a safra 2019/20, R$ 13,6 bilhões têm como destino o Rio Grande do Sul. Ao todo, serão ofertados R$ 11,8 bilhões para operações de custeio e comercialização, e outro R$ 1,8 bilhão para investimentos no campo. Caso o total dos créditos seja efetivamente tomado pelos produtores, o valor representará uma alta de 20% sobre o montante emprestado em 2018/19, ano-safra finalizado com R$ 11,3 bilhões em empréstimos do banco federal à agricultura gaúcha.
"O Brasil teve um crescimento extraordinário nos últimos 100 anos, e o BB teve papel fundamental nisso, pois o crédito é o oxigênio do processo de desenvolvimento", comentou, durante anúncio dos valores, o superintendente estadual do BB, Edson Bündchen. Maior financiador do agronegócio, o banco possui uma carteira no setor de R$ 187,4 bilhões, que corresponde a pouco mais de 58% do total de operações de crédito agrícola no País. No Rio Grande do Sul, a carteira de agronegócio do BB chega a R$ 19,4 bilhões.
Para a safra 2019/2020, do total disponibilizado pelo banco, a maior parte é destinada aos grandes produtores e outros que não se inserem em nenhum programa específico, com taxas a partir de 8% a.a., que poderão contratar R$ 8,6 bilhões no ano-safra. Os pequenos, enquadrados no Pronaf, com taxas de 3% a 4,6%, poderão contratar R$ 3,2 bilhões no Banco do Brasil, enquanto os médios, enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com taxas de 6% e 7%, terão à disposição R$ 1,8 bilhões no Estado.
Outro ponto apresentado pelo banco é a oferta do seguro agrícola, cujas indenizações em 2018/2019 explodiram, chegando a R$ 115,6 milhões no Rio Grande do Sul. A maior parte, R$ 76,3 milhões, pagos a produtores de soja, em especial na Metade Sul, que sofreu com enchentes no início de 2019. As lavouras de arroz, que têm na região a maior parte de sua produção, receberam outros R$ 37,1 milhões em indenizações.
O setor orizícola gaúcho, aliás, recebeu um produto específico do banco para a safra 2019/20, batizado de "Seguro Agrícola Personalizado". O seguro permite que o produtor de arroz irrigado no Rio Grande do Sul segure um capital adicional de R$ 1 mil por hectare plantado. "A cultura tem gastos com serviços, por exemplo, que muitas vezes não estão na planilha de custos, então buscamos adequar a indenização ao custo real do produtor", comenta o gerente de Mercado Agronegócios do BB no Estado, Anderson Quevedo do Nascimento.
 

FAO mostra que uso de defensivos coloca o País na 44ª posição global

O Brasil aparece em 44º posição em um ranking da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) sobre uso de defensivos agrícolas. Segundo os dados da entidade, o consumo relativo no País foi de 4,31 quilos de defensivos por hectare cultivado em 2016.

Entre os países europeus que utilizam mais defensivos que o Brasil, aparecem Países Baixos (9,38 kg/ha), Bélgica (6,89 kg/ha), Itália (6,66 kg/ha), Montenegro (6,43 kg/ha), Irlanda (5,78 kg/ha), Portugal (5,63 kg/ha), Suíça (5,07 kg/ha) e Eslovênia (4,86 kg/ha).

Os números constam do sistema FAOSTAT, o banco de dados da FAO que fornece estatísticas de 245 países desde 1961 sobre alimentos e agricultura. Logo após o Brasil aparecem a Alemanha, em 47º lugar, a França, em 48º e a Espanha, em 49º. Sob o critério de consumo de defensivos em função da produção agrícola, o Brasil aparece em 58º lugar, com uso de 0,28 quilos de defensivo por tonelada de produtos agrícolas. No balanço, foram utilizados os valores de produção de grãos, fibras, frutas, pulses, raízes e nozes e o consumo total de defensivos disponíveis no portal de estatísticas da FAO.

Nesse ranking, estão na frente do Brasil países como Portugal (0,66), Itália (0,44), Eslovênia (0,36), Espanha (0,35), Suíça (0,34), Países Baixos (0,29) e Grécia (0,30). Em 59º lugar aparece a França, com uso de 0,26 quilos de defensivos por tonelada de produtos agrícolas. O consumo no Brasil é influenciado pelas duas ou três safras ao ano.

Por causa disso, é preciso usar defensivos para o controle de pragas mesmo em safras de inverno e na safrinha, pois não há quebra do ciclo de reprodução, em função das condições tropicais da agricultura brasileira, enquanto que em regiões de clima temperado as pragas são inativadas nos períodos de frio.

Segundo o presidente da Comissão Codex Alimentarius, Guilherme Costa, o Brasil exporta seus produtos agrícolas para 160 países e atende a todos os critérios de qualidade estabelecidos pelos importadores. "Há todo um trabalho de controle que é exercido pelo setor privado e um trabalho de verificação muito bem feito que é exercido pelo governo no sentido de atender a essas legislações internacionais e também muitas vezes atender a determinadas exigências de alguns países importadores que às vezes estabelecem limites mais restritivos que as legislações internacionais e o nosso país atende isso de uma maneira muito profissional."

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