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Porto Alegre, quarta-feira, 26 de junho de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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Trabalho

Edição impressa de 26/06/2019. Alterada em 26/06 às 03h00min

Segurança privada fecha 100 mil vagas desde 2014

Empresas de escolta armada também tiveram queda no faturamento

Empresas de escolta armada também tiveram queda no faturamento


/FLICKER CNJ/DIVULGAÇÃO/JC

Responsável pela proteção de escolas, hospitais, indústrias, comércios, bancos e órgãos públicos, a segurança privada perdeu cerca de 100 mil postos de trabalho nos últimos cinco anos. Os números são da VI Edição do Estudo do Setor da Segurança Privada, da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), divulgados ontem na 14ª Feira e Conferência Internacional de Segurança, em São Paulo.

Em 2014, eram 654.899 trabalhadores no setor. No ano passado, o número chegou a 553.905. A situação só não foi pior porque, depois de três anos consecutivos em queda, em 2018, o setor registrou um crescimento de menos de um por cento (0,98%). De acordo com o estudo, a forte crise econômica dos últimos anos afetou diretamente o setor. Vários contratantes fecharam as portas.

A queda no faturamento é um outro aspecto que comprova o encolhimento do setor. No ano passado, as empresas de segurança, vigilância, escolta armada, transporte de valores e cursos de formação receberam pelos serviços prestados, segundo estimativas, R$ 33,767 bilhões, quase R$ 1 bilhão a menos que em 2017, que já havia registrado queda em relação a 2016. O estudo ressalta que os valores não correspondem ao lucro e incluem gastos com salários, impostos, encargos sociais e outros.

"Na edição anterior do levantamento, o indicativo já era de queda no número de trabalhadores, o que foi provocado pela redução do número de contratantes devido à crise econômica. A queda no faturamento era uma consequência natural", disse o presidente da Fenavist, Jeferson Nazário.

Para ele, os números mostram que, apesar do aumento da criminalidade, o setor segue em queda. "A crise veio quebrar o mito de que a segurança privada cresce com a criminalidade."

De acordo com Nazário, os resultados não são ruins apenas para o segmento e para a economia do País, mas também para o governo. "Mais de 80% do faturamento do segmento retorna para os governos municipal, estadual e federal em impostos e encargos sociais. Somos responsáveis por cerca 0,5% do PIB do Brasil. Logo, o governo tem arrecadado menos também. Além disso, são menos vigilantes nas ruas ajudando a garantir a segurança da população, e permitindo que os policiais atuem onde de fato são necessários, que é na segurança ostensiva", disse.

Na opinião do presidente da Fenavist, a automação no setor de segurança não afeta o segmento. "A tecnologia vem somar, não vem diminuir, porque o homem, na área de segurança, não é afastado da ação. Então a máquina vem para ajudar a fazer uma cobertura maior e uma ação rápida de quem está monitorando. A gente entende que isso vem a agregar e não a afetar na diminuição de postos."

Segundo Nazário, a aprovação do Estatuto da Segurança Privada poderia minimizar a queda no setor. "Estamos ansiosos com a aprovação do estatuto, que está na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, a última esfera para aprovação. Com isso, ele vem regular e fortalecer a fiscalização da Polícia Federal nas empresas, porque existe um universo de clandestinidade muito grande. Os números mostram que existem três vigilantes trabalhando na clandestinidade para cada um na formalidade."

Em 2018, existiam 2.694 empresas autorizadas a atuarem na segurança privada. A Região Sudeste concentra a maior parte, com 1.062 empresas (39,4%), seguida por Nordeste (593/22%), Sul (527/19,6%), Centro-Oeste (304/11,3%) e Norte (208/7,7%).

Do total de empresas autorizadas, 296 são cursos de formação. O número se manteve estável em relação a 2014, quando existiam 297 escolas aptas a darem o curso de formação de vigilantes.

Atualmente, são 553.905 postos de trabalho. A Região Sudeste lidera, com 272.224 trabalhadores no setor (49,1%), seguida pelo Nordeste, com 111.893 (20,2%). O Sul tem 84.538 trabalhadores (15,3%); o Centro-Oeste, 53.841 (9,7%); e o Norte, 31.409 (5,7%).

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