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Porto Alegre, terça-feira, 18 de junho de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Edição impressa de 18/06/2019. Alterada em 18/06 às 03h00min

RenovaBio deve injetar R$ 9 bilhões em bioenergia

Programa prevê R$ 4 bilhões para o aumento da produção de cana

Programa prevê R$ 4 bilhões para o aumento da produção de cana


/STOCKPHOTO/DIVULGAÇÃO/JC

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, assinou ontem portaria que regulamenta o enquadramento de projetos prioritários no setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis para emissão de debêntures incentivadas no setor de biocombustíveis. "O RenovaBio, que entrará em pleno vigor em janeiro de 2020, apenas no setor de etanol estima-se investimentos na ordem de R$ 9 bilhões por ano, com a renovação de canaviais e mais R$ 4 bilhões com o aumento da produção de cana-de-açúcar", adiantou o ministro durante abertura do Ethanol Summit, evento voltado para energias renováveis, realizado em São Paulo.

A portaria contribui para destravar investimentos em biocombustíveis, permitindo que empresas captem recursos com isenção de impostos para ampliar investimentos. A medida reforça metas do Renovabio, permitindo a expansão do número de usinas e o crescimento na oferta de etanol.

Participaram do evento os ministros Ricardo Salles, do Meio Ambiente, Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, e Tereza Cristina, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, entre outros representantes do setor de bioenergia.

Durante seu discurso na abertura, o ministro-chefe da Casa Civil enalteceu o meio ambiente brasileiro. "A Amazônia é sim o pulmão da humanidade, mas ela é brasileira, a Amazônia é verde e amarela, não é internacional."

Além de defender a Amazônia, Onyx lembrou da importância do setor sucroenergético - cana-de-açúcar como fonte de energia elétrica. "Este é um setor que desde o início acreditou no País, e o que se conseguiu nos últimos anos, os números que tem, a tecnologia que desenvolveu, é a certeza de que juntos vamos fazer uma grande nação", disse o ministro.

Brasil tem conseguido evitar apagões, diz ONS

O Brasil tem conseguido evitar o registro de apagões de energia como o que ocorreu neste domingo na vizinha Argentina, afirmou o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata. "Estamos trabalhando para que não aconteça no Brasil e temos trabalhado bem para que não aconteça. Achamos que não devemos sofrer nada parecido com isso, o sistema tem sido bastante resiliente", disse o executivo.

Uma falha no sistema elétrico argentino deixou domingo todo o país sem energia por diversas horas. Segundo as autoridades locais, a rede argentina "entrou em colapso" pela manhã. A interrupção também cortou a eletricidade em grande parte do Uruguai, bem como áreas do Paraguai e Chile.

Barata indicou que o sistema brasileiro tem se mostrado mais robusto e comentou que em janeiro deste ano o Sistema Interligado Nacional (SIN) registrou um grande número de distúrbios na rede, em todo País, em especial Norte, Nordeste e Sudeste. Angra 2 deixou de operar por vários dias, num período de forte consumo, com cinco recordes de carga, o que não se via desde 2014.

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